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	<title>MultiVerso Linux</title>
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	<pubDate>Sat, 26 Jul 2008 23:04:22 +0000</pubDate>
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		<title>Usa banda larga no Brasil? Então peça agora mesmo seu nariz vermelho ao seu provedor!</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jul 2008 16:06:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gmazk</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Banda Larga no Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[Aloha leitores!
É isso mesmo que vocês leram&#8230; É hora da festa da chupeta&#8230; ou melhor&#8230; da festa dos ISPs (Internet Service Providers ou Provedores de acesso a internet). Então corra agora mesmo e adquira seu nariz de palhaço, pois é assim que nos sentimos ao contratar esse tipo de serviço.
O melhor é que foram todos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aloha leitores!</p>
<p>É isso mesmo que vocês leram&#8230; É hora da festa da chupeta&#8230; ou melhor&#8230; da festa dos ISPs (Internet Service Providers ou Provedores de acesso a internet). Então corra agora mesmo e adquira seu nariz de palhaço, pois é assim que nos sentimos ao contratar esse tipo de serviço.</p>
<p>O melhor é que foram todos convidados&#8230; assinantes do Net Virtua, assinantes do Speedy da Telefônica, e muitos outros&#8230; Quem é a grande anfitriã da festa? Provavelmente nossa graaaande mamãe Anatel, que deveria atuar da maneira que se propõe (como agência governamental de fiscalização a esse tipo de prestação de serviço) ao invés de dar as costas a toda a população brasileira permitindo que empresas prestadoras desse tipo de serviço montem nas costas dos clientes e dêem risada diante de todos os seus problemas.</p>
<p>Agora falando sério&#8230; Esse é provavelmente o post mais importante que já escrevi, pois diz respeito a uma dificuldade que a grande maioria dos assinantes de serviço de conexão a internet em banda larga do Brasil enfrentam atualmente (e sempre enfrentaram) já que pagamos por serviços que não nos são prestados como deveriam, e por falta de informação e de conhecimento, muitos nem sabem que estão sendo enganados, e até mesmo os que sabem, acreditam que não podem fazer nada a respeito pois, como se diz muito por ai, &#8220;aqui no Brasil é assim mesmo. Não tem jeito.&#8221;. Mas isso não é verdade&#8230; Tem jeito sim, mas depende de cada um fazer a sua parte. Leiam atentamente esse artigo, pois ele pode contribuir muito com a qualidade das conexões de internet em banda larga que nos oferecem no Brasil.</p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p>Antes de mais nada vou explicar alguns conceitos simples (que a maioria já conhece bem) para que até mesmo os usuários mais leigos possam compreender os dados colocados nesse artigo&#8230;</p>
<p>A velocidade de sua conexão de acesso a internet é medida em <strong>bits por segundo</strong> ou então em <strong>Bytes por segundo</strong>. <strong>1 bit é a &#8220;unidade fundamental&#8221; de medida de dados</strong> (é a menor unidade de medida de transmissão de dados), e <strong>1 Byte é um grupo de 8 bits</strong>. Simples não?</p>
<p><strong>1 Byte = 8 bits</strong>.</p>
<p>Ok&#8230; Quando as empresas anunciam seus serviços de conexão em banda larga, normalmente as mesmas anunciam seus serviços em <strong>Kb/s (Kilobits por segundo)</strong> ou em <strong>Mb/s (Megabits por segundo)</strong>, ou seja, utilizam o <strong>bit</strong> como unidade de medida..  A grande confusão de usuários iniciantes acontece porque a maioria dos navegadores e programas de download medem a velocidade de transferência tomando como unidade de medida os <strong>Bytes</strong> ao invés dos bits&#8230; ou seja, eles medem em <strong>KB/s</strong> (Kilo<strong>Bytes</strong> por segundo) ou em <strong>MB/s</strong> (Mega<strong>Bytes</strong> por segundo).</p>
<p>Para que todos possam entender corretamente: <strong>1 Kb/s</strong> (um Kilo<strong>bit</strong> por segundo) é igual a 1000 bits por segundo, ou seja&#8230; <strong>125 Bytes por segundo</strong> (lembra que 1 byte = 8 bits&#8230; então: 1000(bits) / 8 <strong>=</strong> 125 (Bytes). Simples não? O mesmo vale para os Mb/s. <strong>1 Mb/s</strong> (um Mega<strong>bit</strong> por segundo) é igual a 1.000.000 de bits por segundo (que é o mesmo que 1000 Kb/s ou 1000 Kilo<strong>bits</strong> por segundo), ou seja&#8230; <strong>125 KB/s</strong> (125 Kilo<strong>Bytes</strong> por segundo). Facil de entender né?</p>
<p>Vamos ao aspecto prático.</p>
<p>Se uma empresa oferece uma conexão de <strong>256 Kb/s</strong> (256 Kilo<strong>bits</strong> por segundo&#8230; popularmente chamadas de conexão de 256 Ks ou 256 kbps) quer dizer que ela deveria oferecer a você 256 Kilo<strong>bits</strong> de velocidade de transferência&#8230; Ou seja&#8230; transformando em KB/s (Kilo<strong>Bytes</strong> por segundo, já que é a unidade de medida que os navegadores e programas de download costumam usar para medir a velocidade) <strong>você deveria ter 32 KB/s</strong> (32 Kilo<strong>Bytes</strong> por segundo) de velocidade de transferência enquanto faz downloads com seu navegador ou com seus programas de download.</p>
<p>Se uma empresa oferece uma conexão de 2 Mb/s (2 Mega<strong>bits</strong> por segundo&#8230; popularmente chamadas de conexão de 2 Megas),  quer dizer que ela deveria oferecer a você 2 Mega<strong>bits</strong> de velocidade de transferência&#8230; Ou seja&#8230; transformando novamente em KB/s (Kilo<strong>Bytes</strong> por segundo) você deveria ter <strong>250 KB/s</strong> (250 Kilo<strong>Bytes</strong> por segundo) de velocidade de tranferência enquanto faz downloads com seu navegador ou com seus programas de download).</p>
<p>Ultimo exemplo&#8230; Se uma empresa oferece uma conexão de 8 Mb/s (8 Mega<strong>bits</strong> por segundo&#8230; popularmente chamadas de conexão de 8 Megas), quer dizer que ela deveria oferecer a você 8 Megabits de velocidade de transferência&#8230; Ou seja&#8230; transformando novamente em KB/s ou MB/s (Kilo<strong>Bytes</strong> por segundo ou Mega<strong>Bytes</strong> por segundo) você deveria ter <strong>1000 KB/s</strong> (1000 Kilo<strong>Bytes</strong> por segundo) que é o mesmo que <strong>1 MB/s</strong> (1 Mega<strong>Byte</strong> por segundo) de velocidade de transferência enquanto faz downloads.</p>
<p>É bem simples, mas entre os leigos gera muita confusão. Resumindo&#8230; É muito importante não confundir <strong>bits</strong> com <strong>Bytes</strong>&#8230; Note sempre o <strong>b</strong> (minúsculo - representa os <strong>bits</strong>) e o <strong>B</strong> (maiúsculo - representa os <strong>Bytes</strong>) na unidade de medida de velocidade. Esses conceitos simples são MUITO importantes na hora de você conferir se realmente está recebendo corretamente o serviço pelo qual está pagando, o que é MUITO raro no Brasil. Só assim você pode lutar por seus direitos.</p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p>Conceitos entendidos&#8230; então voltemos ao foco do post&#8230;</p>
<p>Agora o problema com os ISPs já virou rotina, como tudo que é errado no Brasil. Quando qualquer um fala a respeito de problemas com acesso de internet em banda larga em qualquer canto do Brasil, é obrigado a ouvir: &#8220;Ah, você acha que tem problemas? Você não sabe o que EU passo com minha assinatura!&#8221;. E sabe qual é a parte mais sem graça dessa grande piada de mal gosto??? Ninguém FAZ NADA A RESPEITO! Maaaaaaas seu amigo gmazk decidiu fazer. Como nos ensina o provérbio: &#8220;não entregue o peixe ao homem faminto! ensine-o a pescar!&#8221;. Ok&#8230; também acho melhor.</p>
<p>Meu objetivo com esse post é mostrar aos senhores leitores que algo pode ser feito&#8230; mostrar por que DEVE ser feito, e como deve ser feito. Afinal de contas, somos todos consumidores, e SE as agências reguladoras competentes e o procon não fazem nada pra garantir nossos direitos, temos que defendê-los nós mesmos. Afinal de contas amigo(a), sabemos que não adianta ficar de braços cruzados em casa esperando que a solução dos problemas &#8220;caia do céu&#8221;. Não podemos continuar sendo enganados por empresas prestadoras de serviços que não respeitam os clientes.</p>
<p>Atualmente, já temos milhares de posts em blogs, matérias em webites de ONGS que tentam lutar contra esse tipo de problema, e notícias falando da <strong>PÉSSIMA</strong> qualidade de atendimento e prestação de serviço das empresas provedoras de acesso a internet em banda larga no Brasil. Você procura no Google e encontra milhares de vezes as mesmas histórias se repetindo com inúmeros usuários. ONGS como o Abusar.org até fazem seu trabalho com muito esforço, mas infelizmente as decisões judiciais demoram uma eternidade no Brasil, e há inúmeras possibilidades de recursos por parte das empresas reclamadas, ou seja&#8230; temos que esperar alguns anos até termos decisões judiciais definitivas em favor de todos os consumidores que vem sido lesados durante todos esses anos&#8230; e mesmo assim, talvez elas nunca ocorram em favor dos consumidores em função das possíveis consequências de cunho econômico que tais decisões possam causar.</p>
<p>Mesmo assim farei minha parte (e acredito que a partir de agora você, caso esteja enfrentando os mesmos problemas, também fará a sua, afinal, acredito que você não queira pagar caro por um serviço que fica aquém do anunciado e do prometido no momento da venda) e explicarei minha possível solução para tais problemas&#8230; e a solução a meu ver consiste em medidas bem simples que todos deveríamos fazer até mesmo como exercício de cidadania&#8230; lutar pelos direitos do consumidor. Vou começar contando um pouco da minha presente &#8220;novela&#8221; com a empresa Net, a título de contextualização, mostrando como estou procedendo no meu caso para que todos possam fazer o mesmo. (BTW: essa já é minha segunda novela com o Net Virtua.. A primeira é uma história mais longa ainda, mas deixa pro próximo post&#8230; prefiro ser mais objetivo). Vou contar o que está acontecendo detalhadamente para que todos possam entender a situação. Eu possuo a gravação telefônica de minhas últimas ligações para a ouvidoria da empresa, e assim que possível, colocarei nesse post em forma de podcast (para que todos possam perceber por sí mesmos como é a política da empresa&#8230; sim&#8230; AUDIO, GRAVAÇÕES TELEFÔNICAS, já que a empresa lida tão bem com os clientes, que precisamos gravar telefonemas e anotar TODOS os dados como nome dos atendentes, números de protocolo de atendimento, data e horário dos atendimentos para que possamos pelo menos provar que realmente estamos sendo enganados e que a empresa, apesar de todas as solicitações, não resolve os problemas com os serviços prestados).</p>
<p>Vamos à história&#8230;</p>
<p>Mais ou menos 1 mês e meio atrás, fiz uma nova assinatura de um dos combos da empresa Net (uma das maiores prestadoras desse tipo de serviço do Brasil, que divide quase todo o mercado de acesso a internet em banda larga com a Telefônica, que é outra das poucas grandes empresas que dominam esse segmento em nosso país). O combo que assinei inclui o <strong>Net Virtua</strong> de <strong>8Mb/s</strong> (<strong>8 megabits por segundo)</strong> . Como já foi explicado anteriormente, essa velocidade é igual a 1000 KB/s (1000 Kilobytes por segundo), ou em <strong>MB/s</strong> , é igual a <strong>1 MegaByte por segundo</strong> de velocidade de download). O combo que assinei também inclui 3 pontos de TV por assinatura digital, e o <strong>NetFone</strong> (sistema de voIP da Net - voz sobre IP. É como um telefone fixo&#8230; oferecido pela Embratel em conjunto com a Net). Ai você me diz &#8220;Legal hein gmazk! puta pacotão!&#8221;&#8230; E eu te digo &#8220;va a merd!@#$&#8221;&#8230; rsrsrsrs brincadeira. Vamos começar a observar então o que eu recebo de verdade.</p>
<p>Começando pelo quesito conexão de internet em banda larga e sua velocidade, que é o foco do meu post, vou explicar alguns detalhes em caráter informativo. Em primeiro lugar, apesar de muitas pessoas não saberem disso, quando as empresas ISP (Internet Service Providers ou Provedoras de acesso a internet) oferecem pra você uma conexão de 8Mb/s, isso não quer dizer que você <strong>vai fazer</strong> todos os seus downloads a uma velocidade de 8 Megabits por segundo. <strong>DEVERIA SER ASSIM</strong>, mas infelizmente não é (mas só depende de nós lutar contra isso!). Na verdade, o que a empresa faz, apesar de colocar propagandas caríssimas na TV anunciando conexões super velozes que são o suprassumo da gabiróba e que farão sua vida mais feliz acabando com todos os seus problemas, é o seguinte: A velocidade de conexão em uma assinatura de 8Mb/s, por exemplo, na verdade pode atingir <strong>NO MÁXIMO</strong> 8Mb/s, mas isso na prática é <strong>MUUUUUUUUITO RARO</strong>&#8230; Tipo aquelas coisas que acontecem no dia 24 de dezembro em anos bissextos quando é noite de lua cheia faltando 10 minutos pra meia noite <img src='http://multiversolinux.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> .</p>
<p>Agora vamos ao PIOR ASPECTO do lance da velocidade que você contrata ao fazer uma assinatura com a Net (ou com a Telefônica, que também age da mesma forma). Apesar de muitos não saberem disso, o contrato com o qual você concorda (ao menos aos olhos da empresa, da Anatel e do PROCON, mesmo sem você assinar de verdade ao bom e velho estilo papel e caneta) ao assinar o serviços da empresa, garante <strong>APENAS 10% DA VELOCIDADE NOMINAL CONTRATADA (ISSO MESMO, DEZ PORCENTO)</strong>. Isso quer dizer que do ponto de vista judicial, a empresa só é <strong>obrigada</strong> a entregar pra você 10% da velocidade do serviço que você assina. Ou seja&#8230; se você está feliz e contente porque vai assinar uma conexão de 8Mb/s, tire seu cavalinho da chuva, pois a empresa <strong>só é OBRIGADA a entregar pra você</strong> 10% disso, ou seja, <strong>800 Kb/s</strong> (kilobits por segundo) que é o equivalente a <strong>100 KB/s (kiloBytes por segundo)</strong> de velocidade de tranferência. Então meu amigo&#8230; se você contratou uma conexão de 8Mb/s com a Net e está na verdade fazendo seus downloads a <strong>101 KB/s</strong> (kilo<strong>Bytes</strong> por segundo) ao invés da velocidade fantástica de 1 MB/s (MegaByte por segundo = <strong>1000 KB/s</strong>), esqueça de uma vez da possibilidade de processar a empresa por propaganda enganosa, pois ao assinar o serviço você está (aos olhos da empresa, da Anatel e do PROCON) concordando com o contrato de adesão, que estabelece que a empresa só é obrigada a GARANTIR 10% da velocidade nominal contratada! Sou leigo no que diz respeito ao aspecto jurídico dessa questão, porém de acordo com recentes informações que obtive de 2 amigos meus que são Advogados, essa é uma cláusula abusiva que viola o código de defesa do consumidor. Parece-me também que com sua conduta de anúncios e prestação de serviços, a empresa Net viola os artigos 66, 67 e 71 da <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8078.htm" target="_blank" title="Lei n. 8.078 de 11 de setembro de 1990">LEI Nº 8.078, DE 11 DE SETEMBRO DE 1990</a>, que tange disposições legislativas referentes a proteção dos direitos do consumidor (lembre-se que A MEU VER isto ocorre&#8230; é a interpretação particular de um consumidor, não de um Advogado).</p>
<p>É um absurdo não é mesmo? Quer dizer que você a propaganda, acha o máximo, decide pagar por 8Mb/s, a empresa não te entrega essa velocidade, e você não pode fazer NADA (ao menos não junto a própria empresa, digo isso por experiência própria, e pelo que um grande número de assinantes da referida empresa dizem dos mesmos problemas, que também enfrentam).</p>
<p>Vamos continuar com a minha história&#8230;</p>
<p>Apesar de ter feito a assinatura de <strong>8Mb/s (8 Megabits por segundo)</strong>, desde que realizei a assinatura, fiz testes diários com o medidor de velocidade disponibilizado no website <a title="Teste sua velocidade de conexão" target="_blank" href="http://www.testesuavelocidade.com.br/">http://www.testesuavelocidade.com.br</a> (uma das muitas recomendações de teste de velocidade disponíveis no website da ONG Abusar.org, particularmente meu medidor de velocidade favorito). Porém&#8230; Tchan tchan tchan tchannnnnnn!!! Durante <strong>3 semanas, mesmo com testes diários realizados em horários aleatórios para garantir a credibilidade dos testes</strong> (sem que ninguém possa alegar que o motivo foi um horário de pico de tráfego de dados), <strong>A MAIOR VELOCIDADE QUE CONSEGUI ATINGIR FOI DE 3.1 Mb/s (3.1 Megabits por segundo)</strong> que é o equivalente a <strong>387 KB/s</strong> (387 Kilo<strong>Bytes</strong> por segundo) de velocidade de transferência em downloads&#8230; e <strong>380 Kb/s (380 Kilobits por segundo)</strong> que é equivalente a <strong>47.5 KB/s</strong> (47.5 Kilo<strong>Bytes</strong> por segundo) de velocidade de transferência em uploads. Ai você me diz: &#8220;Mas gmazk, você não assinou uma conexão de 8 Megas? Não deveria ter, conforme você explicou lá em cima, 1 MegaByte de download por segundo, ou seja, 1000 KB/s (1000 KiloBytes por segundo) de velocidade de transferência?&#8221;&#8230; E eu te respondo: &#8220;SIM, EU DEVERIA, POIS PAGO POR ISSO, MAS NÃO TENHO&#8221;!</p>
<p>No decorrer dessas 3 semanas, fiz inúmeras reclamações no atendimento da empresa Net, pegando números de protocolo pra garantir ao menos a comprovação de que fiz as reclamações e que elas não foram solucionadas, e recebi diversas visitas técnicas na minha residência. Até que na última visita técnica dessas 3 semanas, um técnico da Net (na verdade eles trabalham para empresas terceirizadas pela net, mas como prestam serviço para a Net, podemos chamá-los assim) com bastante conhecimento sobre o assunto e paciência para realizar seu trabalho (qualidades que alguns não tem), me explicou que o número de funcionários da equipe técnica de meu bairro aumentou drasticamente nos ultimos meses, e que o número de reclamações (sempre as mesmas) tem aumentado proporcionalmente. Ele me explicou também que o problema presente no meu bairro era na verdade um problema no DataCenter responsável pela minha região, e que eles (os técnicos que vão na residência dos assinantes) estavam tendo muitos problemas, pois o DataCenter não assumia a responsabilidade pelo problema (e continuava jogando a bomba na mão da equipe técnica) e eles voltavam diversas vezes nas casas dos clientes, muitas vezes até levando esporro, sem conseguir providenciar solução para o problema (já que eles não podem fazer nada, ao menos nesse caso). Empresa organizada não?</p>
<p>Passadas essas 3 semanas a situação PIOROU, e até agora, consigo atingir NO MÁXIMO 1.1 Mb/s (Megabits por segundo) que é equivalente a 137 KB/s (137 KiloBytes por segundo). Isso mesmo&#8230; pago por 8Mb/s e estou atingindo uma velocidade MÁXIMA de 1.1 Mb/s ( e digo MÁXIMA, pois ela fica o tempo todo oscilando entre 500 Kb/s e 1.1 Mb/s). Então comecei a fazer reclamações no ombudsman (Ouvidoria) da empresa, que me retornou o contato em 72 horas a contar do dia seguinte da reclamação (3 dias ÚTEIS a partir do dia seguinte! E teve fim de semana no meio! <strong>Rápido não?</strong> Fiz a ligação no dia 26/06/2008 e obtive a resposta no dia 02/07/2008) . E detalhe&#8230; Não me retornaram pra falar que o problema havia sido solucionado não&#8230; Me retornaram pra dizer que o DataCenter finalmente assumiu a responsabilidade sobre o problema e que pediu MAIS DUAS SEMANAS para solucioná-lo. O pior de tudo é que se você liga na ouvidoria pela segunda vez antes das 72 horas, é obrigado a ouvir algum atendente te dizendo de boca cheia &#8220;AINDA ESTAMOS NO PRAZO SENHOR!&#8221;. Não é um absurdo? Ou seja, além do inconveniente de você perder HORAS no telefone até conseguir falar com algum atendente, e além do PRIMEIRO INCONVENIENTE de você ter que se esforçar para solucionar um problema que NÃO DEVERIA ACONTECER, os caras se consideram dentro do prazo, mesmo no caso de um cliente que A MAIS DE UM MÊS não está recebendo o serviço que a empresa se comprometeu a lhe prestar (a não&#8230; rsrsrs&#8230; esqueci que eles só se comprometem a 10% do serviço&#8230; por que será não? por ai você já vê o quanto isso é comum a todos os assinantes&#8230; tão comum que eles especificam isso em contrato).</p>
<p>Detalhes mais interessantes ainda <strong>para os usuários mais experientes</strong> que entenderão o que quero dizer com isso: A Net sempre manda que o usuário faça o teste EXCLUSIVAMENTE no entereço http://megaflash.virtua.com.br , alegando que é o único teste válido no entendimento deles. O engraçado é que nesse endereço, a velocidade de download sempre chega bem perto da velocidade nominal que o cliente contrata (não no meu caso e no caso de algumas pessoas que conheço&#8230; no meu caso, nem com esse teste do próprio Virtua&#8230; a velocidade não chegou nem perto da contratada nem mesmo no teste deles). Ai vocês param e pensam&#8230; porque só com o teste DELES chego perto da velocidade nominal contratada? Será que existe alguma regra de roteamento para que a velocidade seja melhor ao fazer o download no website deles? Eu me fiz a mesma pergunta e decidi investigar um pouco&#8230; Para isso, abri o meu terminal no meu Arch Linux, e usei o comando <strong>traceroute</strong> seguido do endereço do website de testes do virua (citado acima) observar a rota do tráfego e analisar o ping dos servidores no caminho para avaliar os respectivos tempo de resposta e compará-los com tempos de resposta de outros servidores. Quando fiz esse teste obtive uma magnífica surpresa! O traceroute chegou ao http://megaflash.virtua.com.br em apenas 1 PASSO (usuários experientes devem entender o que isso significa). Ou seja, não teve que passar por vários nodes, paricamente não teve rota pra percorrer&#8230; E mais&#8230; O endereço IP acusado nessa primeira e ultima linha do comando traceroute (que mostra exatamente o ultimo ponto, o destino da rota) era justamente o MESMO endereço IP do DNS primário do Virtua? Não é legal? Agora deixo vocês mesmos tirarem suas conclusões sobre a credibilidade do teste da Net! Mais um detalhe interessante&#8230; Depois de meu ultimo contato com a ouvidoria, meu modem depois de uns 20 minutos, resetou, ficou com os leds do link e do VoIP piscando (sem que eu estivesse usando a internet ou o VoIP), passou alguns minutos assim e depois resetou denovo&#8230; Depois que isso aconteceu, misteriosamente não consigo mais usar o medidor de velocidade que sempre usava (www.testesuavelocidade.com.br), e o que é pior&#8230; Não consigo mais usar o comando traceroute quando o aponto para o endereço http://megaflash.virtua.com.br. Não é engraçado???</p>
<p>Continuando&#8230;</p>
<p>Além da lentidão extrema na minha conexão, não consigo assistir TV pois a imagem nos três pontos de TV digital que assinei, a imagem fica &#8220;quadriculando&#8221; o tempo todo, congela o tempo todo, e no máximo de 20 em 20 minutos recebo uma bonita telinha amarela no meio do televisor dizendo &#8220;Sinal não encontrado. Entre em contato com o atendimento ao cliente&#8221; ou alguma bobagem parecida&#8230; como se entrar em contato adiantasse alguma coisa.</p>
<p>Ou seja&#8230; Pra TENTAR solucionar isso, evidentemente sem êxito, tive que fazer DEZENAS de ligações pro atendimento ao cliente da Net ( e digo dezenas, pois 70% delas, ou caia a linha enquanto eu estava informando meu código de cliente pois o Netfone - VoIP - está sendo afetado pelo problema, ou algum atendente ignorante desligava na minha cara) e mais quatro ligações à Ouvidoria da empresa&#8230; Mesmo assim, o problema persiste e estou aqui esperando (sem esperança nenhuma) as 2 semanas de prazo que recebi.</p>
<p>.</p>
<p>Ai você me diz: &#8220;Pô gmazk, que azar que você tem!&#8221;, ou então &#8220;Pô gmazk, que merd@#!!$ de história chata!&#8221;&#8230; E eu te respondo: Se você é um assinante da Net, provavelmente sabe muito bem do que eu estou falando. Se você é um assinante da Telefônica (também já assinei) provavelmente sabe muito bem do que eu estou falando&#8230; porque você provavelmente já passou por situações no mínimo parecidas, ou talvez passa e não percebe (no caso de alguns usuários mais leigos ou menos preocupados com a questão da velocidade) pois não observa sua velocidade de transferência e a compara com a velocidade pela qual você paga.</p>
<p>A grande maioria das pessoas que conheço que assinam algum serviço de conexão de internet em banda larga estão extremamente cansadas e insatisfeitas por enfrentarem os mesmos problemas, descaso, e desrespeito que citei na minha história. Todos os assinantes brasileiros de banda larga pagam CARO pelo serviço que contratam, e grande maioria recebe um serviço com qualidade muito inferior a qualidade proposta pelas empresas na hora de vender e fazer propagandas engraçadinhas na TV. Mas não estou aqui só pra descrever o problema. Estou aqui para apresentar uma possível solução! Afinal de contas, não adianta olhar pra alguém se afogando, e tentar ajudar apenas descrevendo a água!</p>
<p>A meu ver, as empresas tem um modo óbvio e muito padronizado pra planejar sua prestação de serviços, afinal de contas a alta lucratividade pode ser obtida com a perfeita combinação de &#8220;muitos clientes + baixo custo operacional&#8221;. A empresa que atua nesse segmento consegue muitos clientes já que não possui muitos concorrentes de grande porte, e em consequencia das propagandas bonitinhas (e a meu ver ENGANOSAS) na TV, jornal, websites, radio e revistas especializadas, e também com o baixo custo operacional obtido a meu ver através da utilização de material de baixa qualidade e mão de obra barata, destreinada e pouco especializada na realização dos serviços (exceto pelos POUQUÍSSIMOS profissionais qualificados e prestativos da Net com os quais ja tive a oportunidade de conviver).</p>
<p>E qual a solução? Simplesmente isso que estou fazendo já faz parte da solução!</p>
<p>Pense bem&#8230; Imagine que TODOS os clientes insatisfeitos com essas empresas ISP passem a reclamar de TODOS os problemas que enfrentam com suas assinaturas (inclusive a velocidade incompatível com a prometida). Agora imagine que TODOS esses clientes insatisfeitos que não conseguem obter a solução para seus problemas, passem a lutar para publicar (de qualquer maneira possível a cada um) seus casos, como estou fazendo com este artigo. A consequencia disso seria mostrar publicamente a qualidade de prestação de serviço da empresa&#8230; Além de perder clientes no caso de a prestação de serviço não estar ocorrendo com qualidade, a publicidade custa muito caro. Empresas como estas gastam fortunas pra fazer propagandas em veículos de comunicação&#8230; E a questão é&#8230; Se cada assinante insatisfeito fizesse a sua parte ao invés de se conformar, iria se tornar mais barato para a empresa prestar o serviço com qualidade, ao invés de prestar o serviço desagradando o cliente e tendo que enfrentar todos os problemas e custos da publicidade negativa, cancelamentos de assinaturas de clientes que não conseguem ter seus problemas resolvidos, e até mesmo de possíveis ações judicias movidas por clientes extremamente insatisfeitos. É simples! Podemos pensar também na possibilidade de criar uma lista pública de assinantes insatisfeitos, e coletar as reclamações dos assinantes apresentando o caso ao Ministério Público, para que possamos saber se o mesmo pode agir nesse caso pleiteando uma readaptação das condições de prestação de serviço das empresas em função do código de defesa do consumidos&#8230; Talvez medidas judiciais possam ser tomadas afim de obter uma cobrança proporcional à velocidade nominal que as empresas GARANTEM. Quem sabe? Como já disse, não sou advogado&#8230; sou consumidor. Apenas sei que se cada um fizer sua parte, podemos fazer com que nossos representantes ou órgãos competentes obriguem as empresas a prestar o serviço com qualidade.</p>
<p>Muitos podem dizer que não tem um blog pra divuldar seus problemas com tais empresas, e é em nome de todos os que não tem essa oportunidade que estou escrevendo este post. Caso você enfrente os mesmos problemas, faça como eu&#8230; Anote com atenção todos os números de protocolo de suas reclamações&#8230; GRAVE suas ligações caso tenha a oportinidade, não se esquecendo de comunicar ao atendente que a ligação está sendo gravada para que você possa lutar por seus direitos de consumidor&#8230; Entre em contato com a Ouvidoria da empresa sempre que necessário (mesmo que seja extremamente cansativo e difícil entrar em contato com eles ou com o setor de atendimento ao cliente da empresa&#8230; sei que é, mas é necessário).</p>
<p>Quero deixar bem claro que estou disponibilizando o espaço de comentários deste artigo a todos aqueles que quiserem manifestar sua mesma insatisfação ou indignação com a péssima qualidade de serviço das empresas provedoras de acesso do Brasil. Caso queira se manifestar, você estará ajudando a chamar a atenção de muitos usuários, ONGS que cuidam disso, e talvez até mesmo de governantes e órgãos regulamentadores competentes, que podem perceber a necessidade de providências para que clausulas contratuais abusivas (como a dos 10% da velocidade contratada), propaganda enganosa, e prestação de serviço insatisfatória sejam devidamente punidas, obrigando assim as empresas a melhorarem sua prestação de serviço.</p>
<p>Caso queira deixar seu manifesto, coloque apenas seu nome completo e o nome da empresa que lhe provê conexão de banda larga, seguidos da frase &#8220;<strong>eu também sofro por causa do meu ISP. Peço aos meus representantes competentes que tomem providências para que os direitos do consimidor não sejam mais desrespeitados por empresas provedoras de acesso em banda larga</strong>&#8220;, para que possamos apresentar este mesmo artigo junto com todas assinaturas obtidas à ouvidoria da empresa, e até mesmo a programas de rádio e TV que concordem em apresentar o caso em prol da luta pela defesa dos direitos do consumidor, afim de pleitear uma conduta mais correta por parte das empresas e exigir um serviço com mais qualidade para todos os assinantes.</p>
<p>Fazendo a sua parte, você pode transformar os problemas que atualmente apenas lesam os direitos dos consumidores, em problemas que obrigarão AS EMPRESAS a melhorar sua qualidade de serviço.</p>
<p>A grande maioria dos Brasileiros tem que abandonar uma mentalidade que há muito tempo estamos erroneamente adquirindo. Uma mentalidade que nos leva a acreditar que nós precisamos das empresas, e não o contrário. Pense bem! As empresas precisam dos consumidores. As empresas tem a OBRIGAÇÃO de nos atender de forma adequada e respeitosa. É graças aos assinantes que estas empresas continuam existindo. Exija seus direitos!</p>
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		<title>O futuro do Linux e a conquista dos usuários.</title>
		<link>http://multiversolinux.com/2008/06/16/o-futuro-do-linux-e-a-conquista-dos-usuarios/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Jun 2008 19:51:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gmazk</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[História]]></category>

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		<description><![CDATA[Toda vez que a data de lançamento de uma nova versão de alguma distribuição popular de sistemas operacionais Linux se aproxima, aproveito pra reavaliar meus conceitos sobre o desenvolvimento e evolução do Linux&#8230; seu passado, presente e futuro. Como usuário e defensor do Linux, assim como muitos que conheço, tenho sentido cada vez mais aquela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom: 0cm">Toda vez que a data de lançamento de uma nova versão de alguma distribuição popular de sistemas operacionais Linux se aproxima, aproveito pra reavaliar meus conceitos sobre o desenvolvimento e evolução do Linux&#8230; seu passado, presente e futuro. Como usuário e defensor do Linux, assim como muitos que conheço, tenho sentido cada vez mais aquela ansiedade que vem sido promovida pela possível proximidade do dia em que o Linux passará a fazer parte dos desktops de usuários domésticos (entenda-se uso não profissional genérico). Sim&#8230; realmente acredito que estamos perto do dia em que isso irá se tornar realidade, mesmo com o presente indiscutível domínio do sistema operacional janela$ no mercado, e acredito nisso porque o primeiro passo já aconteceu (tornar o Linux um sistema operacional fácil de operar e intuitivo, que não represente dificuldade nem mesmo para o mais iniciante dos usuários). Mas o que será que está faltando para que o Linux comece a conquistar sua fatia de mercado entre os usuários?</p>
<p>Estive lendo essa semana um artigo no SlashDot.org intitulado “Why Linux doesn´t spread – The curse of being free”, que defende um aspecto “filosófico” como o motivo da modesta popularidade do Linux entre usuários comuns. O artigo defende como justificativa a tendência dos seres humanos de não conseguirem, atualmente, igualar a qualidade de coisas gratuitas à qualidade de coisas “pagas”. O autor do artigo (Vlad Dolezal) acredita que em decorrência de um problema de percepção, as pessoas passam a ver o Linux como um sistema operacional “sem valor” já que podem obtê-lo gratuitamente, em relação a um sistema operacional que “vale” R$ 500,00 que não podemos obter gratuitamente, ao menos sem pirataria. Até concordo em parte com o ponto de vista do autor do artigo em questão, pois eu mesmo já ouvi dezenas de vezes a pergunta “como pode ser tão bom e ser grátis?” ou a pergunta “como as pessoas não conhecem e não usam se é tão bom e grátis?”&#8230; Aos que me fizeram a ultima pergunta, eu respondo: Boa pergunta! Ou seja, tem fundamento o aspecto citado pelo autor, e realmente tem alguma relevância, mas acredito que nesse caso, o buraco do coelho é bem mais fundo, pois além da desconfiança natural que as pessoas adquiriram com o “grátis”, temos atualmente uma sociedade relativamente incompatível com escolhas reais, pois de muito tempo pra cá acabamos nos acostumando a receber variedades imensas de uma unidade em diversos segmentos do mercado, e desaprendemos a escolher, e isso se tornou cômodo já que a responsabilidade da escolha deixa de existir quando só temos uma opção, e com isso o problema deixa de ser nosso e podemos ficar apenas reclamando de nossa única opção sem fazer nada a respeito. É um aspecto cultural e social que não podemos desconsiderar ao pensar sobre tudo isso. Talvez seja realmente muito cômodo para o usuário descartar a viabilidade do Linux como sistema operacional desktop, sem nem ao menos testá-lo e conhecê-lo (e vejo muitas pessoas agindo assim. Começam a criar empecilhos e pré-supor defeitos antes mesmo de seu primeiro contato com o sistema).</p>
<p>Ainda perto desse ponto de vista, existe a teoria do “medo do desconhecido, e da dificuldade de adaptação”, e também o temor de usuários iniciantes que ainda vêem erroneamente o Linux como um sistema operacional complicado específico para programadores ou usuários avançados, o que está longe de ser verdade há muito tempo, já que o Linux (pelo menos as distribuições mais novas e populares) já se tornou um sistema operacional extremamente intuitivo e “user friendly” até mesmo para usuários principiantes, isso sem contar a enorme vantagem dos LiveCDs que permitem que o usuário experimente e conheça o sistema sem ter que instalá-lo em seu HD, executando-o diretamente do CD. Além disso, existe também (mais no meio corporativo, porém também existente entre usuários comuns) o receio da ausência de suporte, o que também já deixou de existir há muito tempo. Hoje em dia, o usuário Linux pode contar com suporte oferecido por inúmeras empresas e distribuidores (que podem oferecer suporte pago mesmo sendo o sistema operacional gratuito) além do intenso movimento da comunidade de usuários Linux, que se reúne em grupos on-line que contam com milhares de participantes trocando gratuitamente em prol da própria comunidade, experiências, dúvidas e prestando suporte a todos os usuários iniciantes e até mesmo avançados. Podemos encontrar esse tipo de suporte em qualquer idioma, em fóruns de discussão, canais de chat IRC, blogs, em fim&#8230; é uma quantidade imensa de informação disponível gratuitamente a qualquer usuário que precise de ajuda com Linux, o que nos mostra que suporte há muito tempo deixou de ser problema independente do tipo de utilização (pessoal ou profissional) que o usuário vá fazer do sistema operacional.</p>
<p>Quando penso a respeito “do que falta” para que o Linux atinja sua popularidade entre os usuários comuns, me lembro de uma frase que li na Linux-Foundation.org, que diz que “Uma plataforma é tão forte como as aplicações que a mesma suporta”. Pra comentar sobre isso, prefiro resumir a frase ao termo “compatibilidade” nesse sentido. Ok&#8230; muitos já sabem que o Linux já se tornou um excelente sistema operacional para Desktops&#8230; seguro&#8230; estável&#8230; confiável&#8230; bonito&#8230; prático (estamos quase lá)&#8230; MAS&#8230; ainda continua existindo aquela famosa pergunta “Será que roda tal software? Será que roda tal jogo?”. E é com base em algumas respostas possíveis para essas duas perguntas que muitos usuários deixam de migrar para o Linux, mesmo reconhecendo sua superioridade em diversos aspectos com relação ao janela$. Temos ai um certo circulo vicioso. Muitos softwares proprietários utilizados por milhões de usuários não rodam no Linux já que seus desenvolvedores só os produzem para o janela$, já que este domina aproximadamente 90% do mercado de usuários desktop. Ou seja, de uma certa forma, o Linux não é popular por não rodar certos programas e jogos populares, e do outro lado da moeda, não roda certos programas e jogos por não ser popular o bastante pra despertar a atenção dos desenvolvedores o bastante para produzir uma versão pra Linux&#8230; E ai chegamos a um outro problema que atinge os desenvolvedores que querem produzir versões de seus softwares pra Linux&#8230; Produzir PRA QUAL DISTRIBUIÇÃO LINUX?</p>
<p>Chegamos agora naquele que, a meu ver, pode ser o principal problema do Linux com relação a sua popularidade e utilização. Atualmente existem mais de 300 distribuições Linux registradas, e apesar de todas elas serem derivadas de um grupo relativamente pequeno formado pelas principais distribuições, e apesar de todas usarem o mesmo Kernel (núcleo do sistema) temos um enorme problema de padronização do sistema. Problema de INTEROPERABILIDADE. As diferentes distribuições Linux usam diferentes sistemas de empacotamento, diferentes APIs, em fim, diferem muito uma da outra no que diz respeito a sua estrutura de organização e funcionamento. Em fim, coloque-se no lugar de um desenvolvedor de software proprietário (um programa ou jogo qualquer) que quer disponibilizar seu software para Linux&#8230; ai vem a dúvida&#8230; disponibilizar pra que distribuição? Alguns poderiam responder a pergunta com um “desenvolva para a distribuição mais popular entre os usuários que você deseja atingir com seu software”, mas lembrem-se que a distribuição mais popular hoje, pode não ser a distribuição mais popular amanhã. Tendências existem, certezas não. Já imaginou como seria esse tal “domínio” do mercado por parte do janela$ se existissem mais de 300 versões dele e uma não fosse totalmente compatível com a outra? Como você deve imaginar, quase ninguém utilizaria, pois isso imprime muitas dificuldades e restrições ao usuário final, que apenas quer um sistema operacional confiável para realizar suas tarefas usando os programas de sua preferência sem maiores complicações ou dores de cabeça, e também aos desenvolvedores, que não poderiam desenvolver seus programas para uma plataforma padronizada, e com isso teriam que fazer muitas escolhas que certamente iriam limitar o público a ser atingido com o software em desenvolvimento.</p>
<p>Este problema vai ainda mais longe, quando pensamos na questão da interface gráfica do sistema operacional. Atualmente no Linux contamos com as duas principais e mais completas interfaces gráficas para o sistema&#8230; o Gnome e o KDE. Ambas são extremamente completas, funcionais, bonitas e cheias de recursos&#8230; A meu ver, ambas estão praticamente prontas para serem “o rosto” do sistema operacional Linux para todos os usuários, mas o simples fato de existirem DUAS, apesar de apoiar as idéias de liberdade de escolha e variedade de opções que estão associadas aos sistemas operacionais OpenSource, acabam atrapalhando um pouco no que diz respeito à padronização e compatibilidade, já que as duas interfaces não possuem uma padronização de desenvolvimento e funcionamento, usam toolkits diferentes, em fim, dificultam as coisas para o desenvolvedor que quer fazer um software compatível com qualquer interface gráfica. Pode ter certeza que se uma dessas interfaces gráficas deixasse de existir, teríamos em pouco tempo o Linux muito mais presente nos desktops de usuários comuns, pois chegaríamos muito mais perto desse conceito de padronização e com isso de interoperabilidade. A interoperabilidade entre as distribuições Linux certamente vai evoluir, porém isso demanda tempo, organização, e muita cooperação entre os desenvolvedores&#8230; E o mais importante de tudo&#8230; isso tem um custo&#8230; como qualquer coisa no mundo da tecnologia, o desenvolvimento só acelera quando entra dinheiro.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm">&nbsp;</p>
<p style="margin-bottom: 0cm">Mesmo com todo esse problema resultante da ausência de interoperabilidade entre as distribuições Linux, temos disponíveis para as distribuições mais populares uma variedade GIGANTESTA de opções de software para todo tipo de atividade computacional. Conseguimos achar facilmente programas e jogos para todos os gostos no mundo OpenSource, mas temos atualmente usuários “viciados” em plataformas e programas já conhecidas há anos, até porque eles passaram anos sem ter outras opções acessíveis (ao menos para o público menos experiente e especializado), e acabaram ficando dependentes e à mercê do sistema e dos programas já conhecidos. Você pode atualmente citar qualquer programa mais “famoso” ou “popular” pra qualquer atividade que possa realizar com um computador, e eu mostro pra você um programa OpenSource de igualdade ou até mesmo superioridade técnica e funcional em relação ao citado por você. Mas temos o problema da adaptação (principalmente em ambiente corporativo, pois isso demanda tempo, e o tempo custa dinheiro, mas mesmo assim não deixa de ser viável, e até mesmo vantajoso. A meu ver o mercado corporativo só precisa de tempo para se adaptar ao software livre, pois é um bom negócio e já temos inúmeros cases de sucesso pra comprovar o aumento de lucratividade de um negócio depois da migração para o software livre). Temos também em Linux uma maneira de fugir do problema de adaptação e continuar usando software já conhecido, que são as virtual machines e os emuladores que permitem que o usuário utilize programas desenvolvidos para windows no Linux, e esta tecnologia está cada vez mais perfeita. Porém pra mim isso é só mais uma maneira de estimular a continuidade dessa dependência de produtos aos quais todos estão familiarizados, e de impedir que as pessoas descubram, conheçam e se familiarizem com produtos OpenSource que em muitos casos são até melhores que os softwares proprietários em questão. Mas pra quem prefere continuar dependente, a opção é viável e está disponível pra todos.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm"> Ai você me diz “Beleza gmazk&#8230; você apresentou os principais problemas relacionados com a popularidade do Linux&#8230; mas quais as soluções?”. Insisto que o primeiro passo já aconteceu (tornar o Linux user-friendly (intuitivo e fácil de usar até mesmo para o usuário mais iniciante). Penso que estamos no caminho certo. Na opinião da maioria dos usuários mais experientes e especialistas da área, precisamos apenas de TEMPO para que a interoperabilidade, compatibilidade e conseqüente popularidade do Linux se torne uma realidade. Não podemos nos esquecer também da contribuição da comunidade de usuários Linux, que poderia reclamar menos dos problemas existentes e ao invés disso contribuir um pouco mais com aquilo que puder, já que uma simples sugestão, tradução, suporte prestado a um iniciante ou até mesmo indicação do sistema operacional a alguém que não conhece pode ajudar muito a comunidade. Até mesmo sua reflexão e discussão a respeito desse artigo pode ajudar. E quem sabe essa história toda de fusão Microsoft-Yahoo não leva nossa gigante amiga Google a ajudar (como fez por exemplo no caso do projeto Wine, tornando-o totalmente compatível e pronto pra rodar o software Photoshop da Adobe) o SO Linux e a comunidade OpenSorce, afinal de contas, um dinheirinho injetado nos projetos vai muito bem, obrigado&#8230; Eu espero ansiosamente e torço muito pra que as coisas, como de costume atualmente, evoluam rápido. Quem sabe no fim de 2010 (futuro bem próximo e sexto aniversário do sistema operacional Ubuntu) nós não possamos ler um novo artigo como este relatando uma realidade bem diferente da que vivemos hoje no mundo dos sistemas operacionais? Let´s wait and check!</p>
<p>Um grande abraço a todos.</p>
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		<itunes:summary>Toda vez que a data de lanccedil;amento de uma nova versatilde;o de alguma distribuiccedil;atilde;o popular de sistemas operacionais Linux se aproxima, aproveito pra reavaliar meus conceitos sobre o desenvolvimento e evoluccedil;atilde;o do Linux... seu passado, presente e futuro. Como usuaacute;rio e defensor do Linux, assim como muitos que conheccedil;o, tenho sentido cada vez mais aquela ansiedade que vem sido promovida pela possiacute;vel proximidade do dia em que o Linux passaraacute; a fazer parte dos desktops de usuaacute;rios domeacute;sticos (entenda-se uso natilde;o profissional geneacute;rico). Sim... realmente acredito que estamos perto do dia em que isso iraacute; se tornar realidade, mesmo com o presente indiscutiacute;vel domiacute;nio do sistema operacional janela$ no mercado, e acredito nisso porque o primeiro passo jaacute; aconteceu (tornar o Linux um sistema operacional faacute;cil de operar e intuitivo, que natilde;o represente dificuldade nem mesmo para o mais iniciante dos usuaacute;rios). Mas o que seraacute; que estaacute; faltando para que o Linux comece a conquistar sua fatia de mercado entre os usuaacute;rios?
Estive lendo essa semana um artigo no SlashDot.org intitulado ldquo;Why Linux doesnacute;t spread ndash; The curse of being freerdquo;, que defende um aspecto ldquo;filosoacute;ficordquo; como o motivo da modesta popularidade do Linux entre usuaacute;rios comuns. O artigo defende como justificativa a tendecirc;ncia dos seres humanos de natilde;o conseguirem, atualmente, igualar a qualidade de coisas gratuitas agrave; qualidade de coisas ldquo;pagasrdquo;. O autor do artigo (Vlad Dolezal) acredita que em decorrecirc;ncia de um problema de percepccedil;atilde;o, as pessoas passam a ver o Linux como um sistema operacional ldquo;sem valorrdquo; jaacute; que podem obtecirc;-lo gratuitamente, em relaccedil;atilde;o a um sistema operacional que ldquo;valerdquo; R$ 500,00 que natilde;o podemos obter gratuitamente, ao menos sem pirataria. Ateacute; concordo em parte com o ponto de vista do autor do artigo em questatilde;o, pois eu mesmo jaacute; ouvi dezenas de vezes a pergunta ldquo;como pode ser tatilde;o bom e ser graacute;tis?rdquo; ou a pergunta ldquo;como as pessoas natilde;o conhecem e natilde;o usam se eacute; tatilde;o bom e graacute;tis?rdquo;... Aos que me fizeram a ultima pergunta, eu respondo: Boa pergunta! Ou seja, tem fundamento o aspecto citado pelo autor, e realmente tem alguma relevacirc;ncia, mas acredito que nesse caso, o buraco do coelho eacute; bem mais fundo, pois aleacute;m da desconfianccedil;a natural que as pessoas adquiriram com o ldquo;graacute;tisrdquo;, temos atualmente uma sociedade relativamente incompatiacute;vel com escolhas reais, pois de muito tempo pra caacute; acabamos nos acostumando a receber variedades imensas de uma unidade em diversos segmentos do mercado, e desaprendemos a escolher, e isso se tornou cocirc;modo jaacute; que a responsabilidade da escolha deixa de existir quando soacute; temos uma opccedil;atilde;o, e com isso o problema deixa de ser nosso e podemos ficar apenas reclamando de nossa uacute;nica opccedil;atilde;o sem fazer nada a respeito. Eacute; um aspecto cultural e social que natilde;o podemos desconsiderar ao pensar sobre tudo isso. Talvez seja realmente muito cocirc;modo para o usuaacute;rio descartar a viabilidade do Linux como sistema operacional desktop, sem nem ao menos testaacute;-lo e conhececirc;-lo (e vejo muitas pessoas agindo assim. Comeccedil;am a criar empecilhos e preacute;-supor defeitos antes mesmo de seu primeiro contato com o sistema).

Ainda perto desse ponto de vista, existe a teoria do ldquo;medo do desconhecido, e da dificuldade de adaptaccedil;atilde;ordquo;, e tambeacute;m o temor de usuaacute;rios iniciantes que ainda vecirc;em erroneamente o Linux como um sistema operacional complicado especiacute;fico para programadores ou usuaacute;rios avanccedil;ados, o que estaacute; longe de ser verdade haacute; muito t...</itunes:summary>
		<itunes:keywords>Histoacute;ria</itunes:keywords>
		<itunes:author>gmazk@multiversolinux.com</itunes:author>
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		<title>gmazk Blue - Meu primeiro tema para Openbox</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 22:37:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gmazk</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Linux]]></category>

		<category><![CDATA[Openbox Themes]]></category>

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		<description><![CDATA[E ai pessoas? To de volta.
Apesar de minha experiência mínima (eu diria até ridícula  ) com o Gimp pra fazer wallpapers (ou qualquer outra coisa  ), resolvi me aventurar a fazer um tema pra usar com meu Openbox, e por incrível que pareça, até que achei bacana. Bom, pra um primeiro theme acho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E ai pessoas? To de volta.</p>
<p>Apesar de minha experiência mínima (eu diria até ridícula <img src='http://multiversolinux.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> ) com o Gimp pra fazer wallpapers (ou qualquer outra coisa <img src='http://multiversolinux.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> ), resolvi me aventurar a fazer um tema pra usar com meu Openbox, e por incrível que pareça, até que achei bacana. Bom, pra um primeiro theme acho que tá bom. E claro, já vou disponibilizar o tema e o wallpaper pra quem quiser, aqui, e no box-look.org.</p>
<p>Ai vão algumas screenshots do meu desktop com ele&#8230; (Não se espantem com a largura do wallpaper, uso 2 monitores, e por isso a resolução total do desktop é de 2048&#215;768, mas sei que não vai ser problema pra ninguém redimensionar o wallpaper pra caber em monitores usando outras resoluções). Clique nos screenshots para ver a imagem ampliada&#8230;</p>
<p><a href="http://multiversolinux.com/imagens/gmazk_theme_01.jpg" title="gmazk Blue theme para Openbox - Screenshot 1" target="_blank"><img src="http://multiversolinux.com/imagens/gmazk_theme_01_min.jpg" title="Screenshot 1 - gmazk Blue theme para Openbox" alt="Screenshot 1 - gmazk Blue theme para Openbox" align="middle" height="188" width="500" /></a></p>
<p><a href="http://multiversolinux.com/imagens/gmazk_theme_02.jpg" title="gmazk Blue theme para Openbox - Screenshot 2" target="_blank"><img src="http://multiversolinux.com/imagens/gmazk_theme_02_min.jpg" title="Screenshot 2 - gmazk Blue theme para Openbox" alt="Screenshot 2 - gmazk Blue theme para Openbox" align="middle" height="188" width="500" /></a></p>
<p><a href="http://multiversolinux.com/imagens/gmazk_theme_03.jpg" title="gmazk Blue theme para Openbox - Screenshot 3" target="_blank"><img src="http://multiversolinux.com/imagens/gmazk_theme_03_min.jpg" title="Screenshot 3 - gmazk Blue theme para Openbox" alt="Screenshot 3 - gmazk Blue theme para Openbox" align="middle" height="188" width="500" /></a></p>
<p><a href="http://multiversolinux.com/imagens/gmazk_theme_04.jpg" title="gmazk Blue theme para Openbox - Screenshot 4" target="_blank"><img src="http://multiversolinux.com/imagens/gmazk_theme_04_min.jpg" title="Screenshot 4 - gmazk Blue theme para Openbox" alt="Screenshot 4 - gmazk Blue theme para Openbox" align="middle" height="188" width="500" /></a></p>
<p>Para quem sente falta de usar paineis e ícones no Desktop, seguem abaixo algumas screenshots de uma possível personalização do Openbox, utilizando o <strong>gnome-panel</strong> carregado na inicialização do Openbox (<strong>autostart.sh</strong>), permitindo que o usuário personalize os paineis com mais facilidade, já que são os mesmos paineis que o Gnome usa&#8230;</p>
<p><a href="http://multiversolinux.com/imagens/gmazk_theme_05.jpg" title="gmazk Blue theme para Openbox + gnome-panel - Screenshot 5" target="_blank"><img src="http://multiversolinux.com/imagens/gmazk_theme_05_min.jpg" title="Screenshot 5 - gmazk Blue theme para Openbox com gnome-panel" alt="Screenshot 5 - gmazk Blue theme para Openbox com gnome-panel" align="middle" height="188" width="500" /></a></p>
<p><a href="http://multiversolinux.com/imagens/gmazk_theme_06.jpg" title="gmazk Blue theme para Openbox + gnome-panel - Screenshot 6" target="_blank"><img src="http://multiversolinux.com/imagens/gmazk_theme_06_min.jpg" title="Screenshot 6 - gmazk Blue theme para Openbox com gnome-panel" alt="Screenshot 6 - gmazk Blue theme para Openbox com gnome-panel" align="middle" height="188" width="500" /></a></p>
<p><a href="http://multiversolinux.com/imagens/gmazk_theme_07.jpg" title="gmazk Blue theme para Openbox + gnome-panel - Screenshot 7" target="_blank"><img src="http://multiversolinux.com/imagens/gmazk_theme_07_min.jpg" title="Screenshot 7 - gmazk Blue theme para Openbox com gnome-panel" alt="Screenshot 7 - gmazk Blue theme para Openbox com gnome-panel" align="middle" height="188" width="500" /></a></p>
<p><a href="http://multiversolinux.com/imagens/gmazk_theme_08.jpg" title="gmazk Blue theme para Openbox + gnome-panel - Screenshot 8" target="_blank"><img src="http://multiversolinux.com/imagens/gmazk_theme_08_min.jpg" title="Screenshot 8 - gmazk Blue theme para Openbox com gnome-panel" alt="Screenshot 8 - gmazk Blue theme para Openbox com gnome-panel" align="middle" height="188" width="500" /></a></p>
<p>Para instalar o theme, <a href="http://multiversolinux.com/downloads/Gmazk.tar.gz" title="gmazk Blue theme para Openbox - Gmazk.tar.gz" target="_blank">clique aqui para fazer o download</a>, e em seguida, descompacte o arquivo e mova o diretório Gmazk que você acaba de extrair do arquivo para dentro do diretório de de themes do seu Openbox (<strong>/usr/share/themes</strong>) com o seguinte comando:</p>
<p><strong>sudo mv Gmazk /usr/share/themes/.</strong></p>
<p>Pronto, agora é só abrir o <strong>ObConf</strong> e o tema já estará lá pra você selecionar.</p>
<p>Para baixar o wallpaper, <a href="http://multiversolinux.com/downloads/gmazkblue.jpg" title="gmazk Blue Wallpaper - gmazkblue.jpg" target="_blank">clique aqui</a>.</p>
<p>Caso tenha alguma dúvida, ou não saiba nem o que é Openbox <img src='http://multiversolinux.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> não deixe de ler meu artigo <a href="http://multiversolinux.com/2007/07/25/openbox-rapido-flexivel-e-bonito-a-gosto-do-freges/" title="Tutorial - Openbox - rápido, flexível e bonito a gosto do fregês!" target="_blank">Openbox - Rápido, flexível e bonito a gosto do freguês</a>.</p>
<p>Grande abraço a todos! Até a próxima&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://multiversolinux.com/2008/06/10/gmazk-blue-meu-primeiro-openbox-theme/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Openbox - rápido, flexível e bonito a gosto do freguês!</title>
		<link>http://multiversolinux.com/2008/06/09/openbox-rapido-flexivel-e-bonito-a-gosto-do-freges/</link>
		<comments>http://multiversolinux.com/2008/06/09/openbox-rapido-flexivel-e-bonito-a-gosto-do-freges/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 10:21:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gmazk</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Linux]]></category>

		<category><![CDATA[OpenBox]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://multiversolinux.com/2007/07/04/openbox-rapido-flexivel-e-bonito-a-gosto-do-freges/</guid>
		<description><![CDATA[Estou de volta pessoas! Escolhi o Ubuntu como base para esse tutorial pois é uma distribuição Linux  extremamente amigável para o usuário iniciante, além de contar com a popularidade e imenso suporte de qualquer distribuição derivada do Debian. Este tutorial será baseado na distibuição Ubuntu Feisty (7.04). Ai você pergunta: &#8220;Mas gmazk, isso quer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou de volta pessoas! Escolhi o Ubuntu como base para esse tutorial pois é uma distribuição Linux  extremamente amigável para o usuário iniciante, além de contar com a popularidade e imenso suporte de qualquer distribuição derivada do Debian. Este tutorial será baseado na distibuição Ubuntu Feisty (7.04). Ai você pergunta: &#8220;Mas gmazk, isso quer dizer que não funciona em outra distribuição?&#8221;&#8230; E eu respondo: &#8220;Isso apenas quer dizer que eu me preocupei em informar somente os pacotes cuja instalação se faz necessária, por não virem instalados por padrão nessa distribuição, não se preocupe&#8221;.</p>
<p>.</p>
<p>Nesse tópico vou me aprofundar no <strong>Openbox</strong>.</p>
<p>Pra quem ainda não sabe, o <strong>Openbox</strong> é um window manager (gerenciador de janelas) de aparência INICALMENTE minimalista, altamente configurável, totalmente adaptado aos padrões da <a href="http://www.freedesktop.org/wiki/" title="freedesktop.org" target="_blank">freedesktop.org</a> .</p>
<p>O grande diferencial do Openbox é sua extrema rapidez. Ele é instalado &#8220;limpo&#8221; na máquina, permitindo que o usuário adicione somente as funcionalidades e recursos visuais que realmente deseja usar, minimizando assim o consumo de recursos da máquina e deixando o máximo possível de recursos para os aplicativos. Ele é minha escolha pessoal e uso ele na minha máquina de trabalho no meu dia-a-dia.</p>
<p>Mesmo para os usuários iniciantes que ainda estão maravilhados com os efeitos visuais do Compiz Fusion,  uma solução interessante é manter Gnome rodando com Compiz Fusion no sistema pra usar naqueles momentos em que queremos brincar com a máquina (afinal de contas, a vida não pode ser só trabalho ;-)) , e instalar e utilizar o Openbox pra usar no dia-a-dia, ou em momentos em que a produtividade, estabilidade e agilidade do sistema são prioridade.</p>
<p>Ao contrário do que muitos pensam, o Openbox também pode ficar muito bonito no seu desktop, mas você tem que configurá-lo pra isso.</p>
<p>Nesse post, vou explicar como instalar e configurar o Openbox, abordando também a instalação e configuração de alguns programas que utilizo para personalizar o Openbox e adicionar recursos visuais.</p>
<p>Em minha máquina uso o <strong>Openbox 3.4.4</strong>, junto com <strong>hsetroot</strong> (para definir o wallpaper ou cor do fundo de tela), <strong>fbpanel</strong> (painel, ou barra de tarefas, chame como quiser - uso raramente), <strong>xcompmgr</strong> (responsável pela composição de sombras ao redor das janelas e menus, além de efeitos de fade-in/out) e <strong>transset-df-5</strong> + <strong>xbindkeys</strong> (responsáveis por atribuição de transparência às janelas em tempo real com o botão scroll do mouse). A utilização desses programas já vai lhe dar uma boa base de tudo que você pode fazer com o Openbox, e a partir dai, você pode sair à caça de outras opções de personalização e novas implementações de funcionalidade ao window manager em questão (vou postar tópicos futuros sobre mais opções de personalização e adição de novas funcionalidades).</p>
<p>Aí vão algumas screenshots do meu Openbox configurado dessa maneira (o tamanho &#8220;esticado&#8221; da imagem do screenshot fullscreen é porque uso 2 monitores, e a captura pega tudo)&#8230; Clique nos Screenshots para ampliá-los&#8230;</p>
<p><a href="http://multiversolinux.com/imagens/gmazk_theme_01.jpg" title="gmazk Blue theme para Openbox - Screenshot 1" target="_blank"><img src="http://multiversolinux.com/imagens/gmazk_theme_01_min.jpg" title="Screenshot 1 - gmazk Blue theme para Openbox" alt="Screenshot 1 - gmazk Blue theme para Openbox" align="middle" height="188" width="500" /></a></p>
<p><a href="http://multiversolinux.com/imagens/gmazk_theme_03.jpg" title="gmazk Blue theme para Openbox - Screenshot 2" target="_blank"><img src="http://multiversolinux.com/imagens/gmazk_theme_03_min.jpg" title="Screenshot 2 - gmazk Blue theme para Openbox" alt="Screenshot 2 - gmazk Blue theme para Openbox" align="middle" height="188" width="500" /></a></p>
<p>Bom, chega de blá blá blá, e mão à obra!</p>
<p>O primeiro passo é instalar os pacotes do <strong>Openbox 3.4.4</strong> e do <strong>Obconf 2.0.2</strong> (Openbox Configuration Tool - responsável por algumas configurações básicas do Openbox, como escolha de temas visuais, comportamento de foco das janelas, fontes e organização da barra de título das janelas, docking etc&#8230;)</p>
<p>Como as versões disponibilizadas pelos repositórios oficiais do Ubuntu não estão atualizadas, estou disponibilizando os links dos pacotes .deb das versões mais novas do Openbox e do Obconf. Basta que você faça o download dos pacotes clicando nos links abaixo, e depois de baixar, clique duas vezes sobre cada um deles em sua pasta de downloads pra instalá-los com o &#8220;Instalador de pacotes Gdebi&#8221;. Seguem os links:</p>
<p><strong>Openbox  3.4.4</strong> -  <a href="http://icculus.org/openbox/releases/openbox_3.4.4-0ubuntu1_i386.deb" title="Openbox 3.4.4" target="_blank">openbox_3.4.4-0ubuntu1_i386.deb</a></p>
<p><strong>Obconf 2.0.2</strong> - <a href="http://icculus.org/openbox/obconf/obconf_2.0.2-0ubuntu1_i386.deb" title="Obconf 2.0.2" target="_blank">obconf_2.0.2-0ubuntu1_i386.deb</a></p>
<p>Beleza&#8230; Devidamente instalados os pacotes vamos à algumas explicações antes de você entrar no Openbox, pra esclarecer algumas dúvidas que podem surgir&#8230;</p>
<p>Muita gente, depois de instalar o Openbox, erroneamente fala: &#8220;Ué gmazk, mas não aconteceu nada!!! Acho que não funcionou!&#8221;. E eu respondo: &#8220;Na verdade funcionou sim&#8230; Porém, funcionou tão bem e tão rápido que você nem teve a chance de perceber.&#8221;</p>
<p>Depois de instalar o Openbox, você tem que reiniciar o servidor X (&lt;Ctrl&gt;+&lt;Alt&gt;+&lt;Backspace&gt;) e irá aparecer pra você a tela do <strong>GDM</strong> (Gnome Display Manager - É o programa de login gráfico configurável que você vê assim que inicia seu sistema, onde você tem que digitar seu nome de usuário ou senha). A não ser é claro que seja um usuário mais avançado e tenha configurado seu sistema pra iniciar em modo texto sem iniciar o servidor X, ou então, que utilize outro gerenciador de login, mas se este é seu caso, com certeza já entende bem do que estou falando nesta etapa do tutorial e não precisa dar atenção a esta parte - falarei mais detalhadamente sobre o assunto &#8220;gerenciadores gráficos de login e login em modo texto&#8221; num próximo post.</p>
<p>Pois bem, na tela do GDM, pra iniciar o Openbox, você tem que clicar em &#8220;Opções&#8221; -&gt; &#8220;Selecionar Sessão&#8221; -&gt; &#8220;Openbox&#8221;. O GDM então irá perguntar se quer iniciá-lo apenas para a sessão atual ou torná-lo padrão. Isso é uma opção sua.</p>
<p>Ao entrar no Openbox, você não vai inicialmente ver &#8220;nada&#8221;. Isso porque a instalação padrão do Openbox conta apenas com um menu bem básico que aparece na tela quando você clica com o botão direito do mouse no desktop, e ainda não tem nenhum wallpaper ou barra de tarefas configurados&#8230;. É isso que vamos fazer agora&#8230;</p>
<p>Já está no Openbox? Não? Então corre pra lá rapaz!  Entre no Openbox reiniciando o X conforme descrito acima, abra o Firefox com seu novo menu ainda &#8220;basicão&#8221; e continue lendo o artigo que agente deixa esse Openbox bonitão.</p>
<p>Pronto? Ótimo. Continuemos&#8230;</p>
<p>A primeira coisa a fazer é começar a personalizar seu menu, adicionando os programas que você quer que ele seja capaz de abrir. Você tem dois métodos para fazer isso&#8230; Manualmente editando o arquivo de extensão .xml do seu menu (<strong>menu.xml</strong>), ou usando um programa muito prático para fazer isso chamado <strong>Obmenu</strong> (Openbox Menu Editor).</p>
<p>Antes de mais nada, vamos criar sua pasta de configurações (caso a mesma ainda não exista)&#8230;</p>
<p>Abra o terminal (não abra o terminal como root usando o gksu, pois a pasta de usuário não será a mesma que a sua)&#8230;</p>
<p>Digite:</p>
<p># <strong>mkdir  -p ~/.config/openbox</strong></p>
<p># <strong>cd ~/.config/openbox</strong></p>
<p># <strong>cp /etc/xdg/openbox/* ./</strong></p>
<p>Agora entenda o que você acaba de fazer:</p>
<p>~ é o endereço de sua pasta de usuário. Portanto, quando você escreve cd ~/.config e seu nome de usuário é abigobaldo, o comando equivale a escrever cd /home/abigobaldo/.config, ou seja, o comando leva você para dentro da pasta de configurações pessoais do seu usuário.<br />
Com o <strong>mkdir -p</strong> você criou o subdiretório openbox dentro da sua pasta de configurações pessoais (~/.config/), pra poder editar depois os arquivos de configuração do openbox para o seu usuário. A opção <strong>-p</strong> (&#8211;parents) serve para que o comando mkdir crie o subdiretório recursivamente, ou seja, caso o diretório pai (.config nesse caso) não exista, ele também será criado. E caso ele já exista (o que é bem provável) ele irá simplesmente criar o diretório filho sem apresentar mensagem de erro alguma.</p>
<p>E por fim, o último comando copiou as configurações padrão instaladas com o openbox (que estão em /etc/xdg/openbox) para a pasta de configuração pessoal que você acabou de criar em ~/.config/openbox</p>
<p>Pronto. Dentro da pasta em que você está agora (~/.config/openbox) existe o arquivo menu.xml. Esse é o arquivo que contém as configurações do seu menu. Ele tem uma estrutura bem fácil de entender, e você pode modificá-lo usando um editor de textos qualquer de sua preferência para fazer adições e modificações ao menu do openbox.</p>
<p>A outra maneira de editar seu menu é utilizando o programa <strong>obmenu</strong>, que é um GUI (Graphical User Interface ou Interface Gráfica do Usuário) que edita esse arquivo pra você tornando sua personalização do menu mais prática e rápida.</p>
<p>Para usar o Obmenu ao invés de editar o menu.xml manualmente faça o seguinte:</p>
<p>Primeiro baixe o <strong>Obmenu 1.0</strong> <a href="http://sourceforge.net/project/downloading.php?groupname=obmenu&amp;filename=obmenu-1.0.tar.gz&amp;use_mirror=ufpr" title="obmenu-1.0.tar.gz" target="_blank">aqui &#8211;&gt; obmenu-1.0.tar.gz</a></p>
<p>Depois entre no diretório para onde fez o download do arquivo e:</p>
<p># <strong>tar -vzxf obmenu-1.0.tar.gz</strong></p>
<p># <strong>cd obmenu-1.0</strong></p>
<p>Agora você deve instalar o programa, utilizando o seguinte comando (sua senha root será solicitada):</p>
<p># <strong>sudo python setup.py install</strong></p>
<p>Pronto, feito isso o Obmenu está instalado. Você pode executá-lo com o comando <strong>obmenu</strong> no terminal, e aproveitar pra inserir esse mesmo comando como um item do seu menu, já que estará personalizando ele agora, pra que você não precise executar o obmenu pelo terminal. O obmenu é bem simples e intuitivo, então não vou colocar aqui explicações a respeito de como usá-lo. Qualquer dúvida posta aí que agente resolve, ou me mande um e-mail (<strong>gmazk@multiversolinux.com</strong>). Não se esqueça que pra adicionar ao seu menu aplicativos que necessitam de privilégios de administrador pra funcionar, você tem que adicionar &#8220;<strong>gksu </strong>&#8221; no começo da linha de comando a ser executado pelo item que está adicionando.</p>
<p>Beleza&#8230; A essa altura você já deve ter personalizado um pouco seu menu. Salve as alterações que fez com o obmenu clicando no botão pra salvar, e em seguida ao clicar com o botão direito no seu desktop já verá as alterações feitas (implementação da nova versão, pois em versões anteriores era necessário clicar em &#8220;reconfigure&#8221; no menu para que as alterações tivessem efeito.</p>
<p>Ótimo. Agora vamos passar para a parte da perfumaria, definindo seu wallpaper, ou cor de fundo de tela se preferir, e ativando sua barra de tarefas, sombras das janelas e transparências.</p>
<p>Instale os programas de atribuição de fundo de tela, composição, atribuição de função a teclas e painel que vou usar neste guia, pelo terminal, com o seguinte comando:</p>
<p># <strong>sudo apt-get install hsetroot xcompmgr xbindkeys fbpanel</strong></p>
<p>Vamos aproveitar que estamos instalando coisas e instalar outros pacotes que são dependências de alguns recursos que vamos utilizar&#8230; Manda ver&#8230;</p>
<p># <strong>sudo apt-get install libxcomposite-dev libxfixes-dev libxdamage-dev libxrender-dev libxext-dev transset</strong></p>
<p>Como você terá que compilar (calma, é fácil. E pare de ser preguiçoso! ;-)) o transset-df, instale o pacote <strong>build-essential</strong>, caso ainda não o tenha instalado, com o seguinte comando:</p>
<p><strong># sudo apt-get install build-essential</strong></p>
<p>Estes pacotes que você acaba de instalar são necessários para que seja possível usar o recurso de mudar a transparência das janelas em tempo real com a rodinha do mouse. <strong>IMPORTANTE</strong>: Para esse recurso também é necessário que o recurso <strong>composite</strong> esteja ativo em seu sistema. Você pode ver no arquivo <strong>/var/log/Xorg.0.log</strong> se, durante a inicialização do servidor X, o recurso composite foi ativado. Caso tenha sido ativado, você verá no <strong>Xorg.0.log</strong> uma linha parecida com esta: <strong>(II) Initializing built-in extension COMPOSITE</strong>. Caso não esteja ativado, você pode ativar o recurso editando o seu arquivo /etc/X11/xorg.conf e adicionando as seguintes linhas :</p>
<p>Em &#8211;&gt; <strong>Section &#8220;Extensions&#8221;</strong> acrescente as linhas :</p>
<p><strong>Option &#8220;Composite&#8221; &#8220;Enable&#8221;<br />
Option &#8220;RENDER&#8221; &#8220;Enable&#8221;</strong></p>
<p>Caso sua placa seja <strong>ATI</strong> acrescente também em &#8211;&gt; <strong>Section &#8220;Device&#8221;</strong> as linhas:</p>
<p><strong>Option        &#8220;AllowGLXWithComposite&#8221;    &#8220;true&#8221;</strong></p>
<p><strong>Option        &#8220;backingstore&#8221;    &#8220;true&#8221;<br />
</strong></p>
<p>Caso sua placa seja <strong>NVidia</strong> acrescente também em &#8211;&gt; <strong>Section &#8220;Device&#8221;</strong> as linhas:</p>
<p><strong>Option        &#8220;AllowGLXWithComposite&#8221;    &#8220;true&#8221;</strong></p>
<p><strong>Option        &#8220;RenderAccel&#8221;    &#8220;true</strong></p>
<p>Após editar essas configurações, reinicie o servidor X novamente com &lt;Ctrl&gt;+&lt;Alt&gt;+&lt;Backspace&gt; e verifique seu /var/log/Xorg.0.log novamente. Agora o recurso composite já deve estar ativado em sua máquina.</p>
<p><strong>IMPORTANTE</strong>: Caso sua placa de vídeo seja ATI e você esteja usando os drivers proprietários da ATI no seu sistema, o Composite irá lhe causar problemas, pois apenas os drivers opensource da ATI são compatíveis com o Composite.</p>
<p>Agora só falta instalar mais um pacote e você já estará pronto pra aplicar todos os recursos instalados em seu Openbox. Vamos agora instalar o <strong>transset-df-5</strong>, que é basicamente o transset que instalamos dos repositórios convencionais na etapa anterior, porém melhorado. Ele nos permite algumas funções a mais que o transset convencional, tais como selecionar uma janela para aplicar transparência apenas apontando pra ela, selecioná-la por nome ou ID, e aumentar ou diminuir a transparência de forma dinâmica (em tempo real).</p>
<p>Para instalar o <strong>transset-df-5</strong>:</p>
<p>Baixe o arquivo de instalação <a href="http://forchheimer.se/transset-df/transset-df-5.tar.gz" title="transset-df-5.tar.gz" target="_blank">aqui &#8211;&gt; transset-df-5.tar.gz</a></p>
<p>Após baixar o arquivo, entre na pasta para onde o baixou pelo terminal e execute os seguintes comandos:</p>
<p># <strong>tar -vzxf transset-df-5.tar.gz</strong></p>
<p># <strong>cd transset-df-5</strong></p>
<p># <strong>make</strong></p>
<p># <strong>sudo make install</strong></p>
<p>Pronto, agora com o transset-df-5 instalado terminamos a parte das instalações&#8230;</p>
<p>Agora é hora de editar o arquivo <strong>~/.config/openbox/autostart.sh</strong> (arquivo responsável por executar os programas que você deseja na inicialização do Openbox). Abra o arquivo com o editor de textos de sua preferência, e faça as seguintes alterações:</p>
<p>Localize a linha &#8220;test -z $BG || $BG bla bla bla&#8230;&#8221; e modifique-a para que fique assim:</p>
<p><strong>test -z  $BG || $BG -fill /home/SUA_PASTA/PASTA_DO_SEU_WALLPAPER/seuwallpaper.xyz</strong></p>
<p>exemplo: Se a imagem que você usa como wallpaper está em /home/abigobaldo/wallpaper/loira.jpg, então sua linha vai ficar assim:</p>
<p>test -z $BG || $BG -fill /home/abigobaldo/wallpaper/loira.jpg</p>
<p>Logo abaixo dessa linha que você acabou de alterar, acrescente as seguintes linhas:</p>
<p><strong>fbpanel &amp;</strong></p>
<p><strong>xcompmgr -cC &amp;</strong></p>
<p><strong>xbindkeys &amp;</strong></p>
<p><strong>update-notifier &amp;</strong></p>
<p><strong>nm-applet &amp;</strong></p>
<p>O simbolo &amp; no final de cada linha serve para que o comando seja executado em background, e seu script de inicialização (autostart.sh) continue sendo executado. Note que eu adicionei o comando update-notifier &amp;, que é um comando do Gnome que tem como objetivo manter ativo um alerta de autializações que devem ser feitas no sistema quando surge a necessidade, e também adicionei o nm-applet, que é o mini-aplicativo gerenciador de rede (muito útil para quem possui rede wireless ou então mais de uma conexão de rede), que permite ao usuário selecionar a(s) rede(s) que deseja conectar ativar ou desativar, e também mostra o status e informações sobre a conexão na barra de tarefas (mostra também a potência de sinal de rede para quem usa wireless). Agora salve o arquivo e feche o editor de textos.</p>
<p>Por último, crie com o editor de textos de sua preferência o arquivo <strong>~/.xbindkeysrc</strong> com o seguinte conteúdo:</p>
<p><strong>&#8220;transset-df &#8211;min 0.1 -p &#8211;dec 0.1&#8243;<br />
alt + b:5</strong></p>
<p><strong>&#8220;transset-df -p &#8211;inc 0.1&#8243;<br />
alt + b:4 </strong></p>
<p>Cuidado&#8230; São dois traços juntos (- -) antes de &#8220;min&#8221; &#8220;dec&#8221; e &#8220;inc&#8221;. Agora salve e feche o arquivo. Não copie o texto acima e cole para o arquivo, pois devido a uma característica do wordpress, as aspas (&#8221;) não vão ser coladas no seu arquivo como o caractere apropriado&#8230; Para criar seu arquivo use o conteúdo <a href="http://multiversolinux.com/downloads/.xbindkeysrc" title=".xbindkeysrc" target="_blank">DESTE LINK -&gt; .xbindkeysrc</a> .Esse arquivo que você acaba de criar (<strong>~/.xbindkeysrc</strong>) informa ao xbindkeys que o comando transset-df deve ser utilizado para alterar a transparência das janelas que estão sob o cursor do mouse conforme você segura a tecla &lt;Alt&gt; e gira o botão de rolagem do mouse.</p>
<p>Pronto&#8230; Tudo certo. Caso não tenha ocorrido nenhum erro durante o processo, a próxima vez que você reiniciar o servidor X e selecionar o Openbox como sessão, já vai estar com seu Openbox configurado com barra de tarefas, sombras nas janelas, menu personalizado e transparência modificável de janelas com &lt;alt&gt;+&lt;botão de rolagem do mouse&gt;, e já vai ter uma boa noção de como implementar novos recursos visuais e funcionalidades usando outros programas de sua preferência.</p>
<p>Gostaria de salientar que, dependendo da performance de seu computador, a utilização do xcompmgr e do xbindkeys (que são responsáveis pela composição e modificação de sombras e transparências das janelas), podem causar uma certa lentidão durante a movimentação das janelas pelo seu desktop, o que a meu ver vai um pouco contra o principal atrativo do Openbox, que é beleza + extrema rapidez. Portanto, você decide se prefere utilizá-los ou não. Caso não queira utilizar, simplesmente remova as linhas do xcompmgr e do xbindkeys no script de inicialização do Openbox que você editou (<strong>autostart.sh</strong>).<br />
<strong>Mais uma dica:</strong> Junto com meu Openbox, gosto de usar o gerenciador de arquivos <strong>thunar</strong> (<strong>mais leve</strong> que o nautilus, gerenciador padrão do Gnome, e com funcionalidades bem legais, como por exemplo a montagem automática de dispositivos removíveis plugados na máquina). Caso queira experimentar, instale o thunar com o seguinte comando:</p>
<p># <strong>sudo apt-get install thunar thunar-archive-plugin thunar-media-tags-plugin thunar-volman-plugin thunar-vfs-1-2</strong></p>
<p>(um único comando apesar de aparecer aqui em duas linhas)</p>
<p>Depois de instalado, é só inserir um link pra ele em seu menu com o obmenu, ou então executá-lo com o comando <strong>thunar</strong> no terminal.</p>
<p>Caso você prefira, pode usar também o painel do Gnome com o Openbox, substituindo o comando <strong>fbpanel &amp;</strong> (no arquivo <strong>autostart.sh</strong>) sugerido acima por <strong>gnome-panel &amp;</strong> . Muitos preferem fazer isso, tendo em vista que já estão mais acostumados com a falicidade de personalização do painel do Gnome. Lembre-se também que você pode usar outros paineis de sua preferência, colocando-os no arquivo <strong>autostart.sh</strong> da mesma forma, e também outros tipos de aplicativos, como desklets, pidgin, skype e afins, também adicionando-os no <strong>autostart.sh</strong> para que eles iniciem automaticamente quando você iniciar seu sistema. Só não se esqueça de usar sempre o <strong>&amp;</strong> no fim da linha de cada comando, para que o script de iniclização autostart.sh não fique parado ao executar algum dos comandos.</p>
<p>Agora vai lá testar seu novo Window Manager&#8230; Enjoy!</p>
<p>Até a próxima. Grande abraço a todos!</p>
<p>Agradecimento ao <strong>pibarnas</strong> do canal #ubuntu-br que me apresentou todas as melhorias da versão nova, pois eu estava desatualizado, e me fez boas sugestões referentes ao artigo.</p>
]]></content:encoded>
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			<enclosure url="http://multiversolinux.com/wp-content/uploads/chicken_dog.mp3" length="6147772" type="audio/mpeg"/>
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		<itunes:subtitle>Estou de volta pessoas! Escolhi o Ubuntu como base para esse tutorial pois eacute; uma distribuiccedil;atilde;o Linux  extremamente amigaacute;vel para o usuaacute;rio iniciante, aleacute;m ...</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Estou de volta pessoas! Escolhi o Ubuntu como base para esse tutorial pois eacute; uma distribuiccedil;atilde;o Linux  extremamente amigaacute;vel para o usuaacute;rio iniciante, aleacute;m de contar com a popularidade e imenso suporte de qualquer distribuiccedil;atilde;o derivada do Debian. Este tutorial seraacute; baseado na distibuiccedil;atilde;o Ubuntu Feisty (7.04). Ai vocecirc; pergunta: "Mas gmazk, isso quer dizer que natilde;o funciona em outra distribuiccedil;atilde;o?"... E eu respondo: "Isso apenas quer dizer que eu me preocupei em informar somente os pacotes cuja instalaccedil;atilde;o se faz necessaacute;ria, por natilde;o virem instalados por padratilde;o nessa distribuiccedil;atilde;o, natilde;o se preocupe".

.

Nesse toacute;pico vou me aprofundar no Openbox.

Pra quem ainda natilde;o sabe, o Openbox eacute; um window manager (gerenciador de janelas) de aparecirc;ncia INICALMENTE minimalista, altamente configuraacute;vel, totalmente adaptado aos padrotilde;es da freedesktop.org .

O grande diferencial do Openbox eacute; sua extrema rapidez. Ele eacute; instalado "limpo" na maacute;quina, permitindo que o usuaacute;rio adicione somente as funcionalidades e recursos visuais que realmente deseja usar, minimizando assim o consumo de recursos da maacute;quina e deixando o maacute;ximo possiacute;vel de recursos para os aplicativos. Ele eacute; minha escolha pessoal e uso ele na minha maacute;quina de trabalho no meu dia-a-dia.

Mesmo para os usuaacute;rios iniciantes que ainda estatilde;o maravilhados com os efeitos visuais do Compiz Fusion,  uma soluccedil;atilde;o interessante eacute; manter Gnome rodando com Compiz Fusion no sistema pra usar naqueles momentos em que queremos brincar com a maacute;quina (afinal de contas, a vida natilde;o pode ser soacute; trabalho ;-)) , e instalar e utilizar o Openbox pra usar no dia-a-dia, ou em momentos em que a produtividade, estabilidade e agilidade do sistema satilde;o prioridade.

Ao contraacute;rio do que muitos pensam, o Openbox tambeacute;m pode ficar muito bonito no seu desktop, mas vocecirc; tem que configuraacute;-lo pra isso.

Nesse post, vou explicar como instalar e configurar o Openbox, abordando tambeacute;m a instalaccedil;atilde;o e configuraccedil;atilde;o de alguns programas que utilizo para personalizar o Openbox e adicionar recursos visuais.

Em minha maacute;quina uso o Openbox 3.4.4, junto com hsetroot (para definir o wallpaper ou cor do fundo de tela), fbpanel (painel, ou barra de tarefas, chame como quiser - uso raramente), xcompmgr (responsaacute;vel pela composiccedil;atilde;o de sombras ao redor das janelas e menus, aleacute;m de efeitos de fade-in/out) e transset-df-5 + xbindkeys (responsaacute;veis por atribuiccedil;atilde;o de transparecirc;ncia agrave;s janelas em tempo real com o botatilde;o scroll do mouse). A utilizaccedil;atilde;o desses programas jaacute; vai lhe dar uma boa base de tudo que vocecirc; pode fazer com o Openbox, e a partir dai, vocecirc; pode sair agrave; caccedil;a de outras opccedil;otilde;es de personalizaccedil;atilde;o e novas implementaccedil;otilde;es de funcionalidade ao window manager em questatilde;o (vou postar toacute;picos futuros sobre mais opccedil;otilde;es de personalizaccedil;atilde;o e adiccedil;atilde;o de novas funcionalidades).

Aiacute; vatilde;o algumas screenshots do meu Openbox configurado dessa maneira (o tamanho "esticado" da imagem do screenshot fullscreen eacute; porque uso 2 monitores, e a captura pega tudo)... Clique nos Screenshots para ampliaacute;-los...





Bom, chega de blaacute; blaacute; blaacute;, e matilde;o agrave; obra!

O primeiro passo eacute; instalar os pacotes do Openbox 3.4.4 e do Obconf 2.0.2 (Openbox Configuration Tool - responsaacute;vel por algumas configuraccedil;otilde;es baacute;sicas do Openbox, como escolha de temas visuais, comportamento de foco das janelas, fontes e organizaccedil;atilde;o da barra de tiacute;tulo das janelas, docking e...</itunes:summary>
		<itunes:keywords>Linux,,OpenBox</itunes:keywords>
		<itunes:author>gmazk@multiversolinux.com</itunes:author>
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		<title>Esquemas de particionamento para o GNU/Linux</title>
		<link>http://multiversolinux.com/2008/06/02/planejamento-e-esquemas-de-particionamento-para-instalar-o-gnulinux/</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Jun 2008 16:08:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gmazk</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Linux]]></category>

		<category><![CDATA[Particionamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Este artigo é destinado aos usuários que pretendem instalar ou reinstalar o GNU/Linux fazendo um planejamento adequado de particionamento.
Um planejamento correto do esquema de particionamento do seu HD (ou dos seus HDs) podem tornar seu sistema muito mais SEGURO, e até mesmo mais rápido dependendo do tipo de utilização que seu sistema vai ter.
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O que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este artigo é destinado aos usuários que pretendem instalar ou reinstalar o GNU/Linux fazendo um <strong>planejamento adequado de particionamento</strong>.</p>
<p>Um planejamento correto do esquema de particionamento do seu HD (ou dos seus HDs) podem tornar seu sistema muito <strong>mais</strong> <strong>SEGURO</strong>, e até mesmo <strong>mais rápido</strong> dependendo do tipo de utilização que seu sistema vai ter.</p>
<p>.</p>
<p><strong>O que é particionamento</strong>:</p>
<p><strong>Particionamento</strong> pode ser definido essencialmente como o ato de <strong>criar divisões lógicas dentro de uma unidade física de armazenamento de dados</strong>. É <strong>dividir um dispositivo de armazenamento de dados de maneira que cada divisão lógica criada seja reconhecida pelo sistema operacional como um dispositivo de armazenamento independente</strong>. O uso mais comum do particionamento de disco rígido é a instalação simples de mais de um sistema operacional, de forma que cada sistema fique restrito à sua partição, não misturando dados com o outro sistema e evitando possíveis conflitos, e também para que cada sistema possa utilizar seu próprio filesystem (entenda melhor o que é filesystem no artigo <a href="http://multiversolinux.com/2007/07/07/introducao-entendendo-tecnicamente-o-gnulinux/" title="Entendendo tecnicamente o GNU/Linux" target="_blank">Entendendo Tecnicamente o GNU/Linux</a>). Também é muito utilizado o particionamento para simplesmente separar, em um mesmo sistema, arquivos de sistema e arquivos de dados, de maneira que o sistema possa ser reinstalado sem a perda de dados como documentos, fotos, vídeos, músicas, etc&#8230; Iremos ver nesse artigo, que o GNU/Linux por ser um sistema extremamente completo e de estrutura amplamente flexível, permite um adequado esquema de particionamento para garantir uma maior segurança/funcionalidade do sistema.</p>
<p>Existem basicamente três tipos de partições possíveis para uma unidade de armazenamento: <strong>partições primárias</strong>, <strong>partições estendidas</strong> e <strong>partições lógicas</strong>. Como o esquema inicial de particionamento de unidades de armazenamento dos PCs permitia apenas a criação de <strong>quatro partições primárias em uma mesma unidade</strong>, surgiu a necessidade da utilização da <strong>partição estendida, que permite que sejam criadas até 255 partições lógicas dentro dela</strong>, superando assim o limite máximo de quatro partições em uma mesma unidade de armazenamento, que existe quando utilizamos apenas partições primárias. As partições estendidas não podem ser utilizadas diretamente para a alocação de dados&#8230; É necessário que sejam criadas partições lógicas dentro dela, e é nas partições lógicas que serão alocados os dados. Por isso as partições estendidas devem ser encaradas apenas como uma divisão primária que armazena partições lógicas dentro dela, e não como uma partição em que se escrevem dados diretamente. Cada unidade de armazenamento pode ter apenas UMA partição estendida, ou seja, o limite máximo de partições de um HD, por exemplo, é de 3 partições primárias mais uma partição estendida (podendo esta conter seu limite máximo de partições lógicas dentro dela)&#8230; ou seja, é partição pra caralh@#$!%&amp; rsrsrsrs ;-). Cada partição primária ou lógica, é vista pelo sistema como uma unidade de armazenamento independente, e por isso, cada uma tem seu próprio filesystem e permanece absolutamente sem conflitos com a outra.</p>
<p>Para falar sobre particionamento, primeiro quero esclarecer algumas coisas&#8230; <strong>LEMBRE-SE QUE qualquer alteração indevida ao lidar com processo de particionamento pode levar você a perder todos os dados que possa ter em seu HD, portanto, tome cuidado e faça tais modificações por sua conta e risco</strong>&#8230; Recomendo que o usuário <strong>faça sempre um backup de seus dados importantes</strong> antes de lidar com partições. Depois não venha com lamentações, pois eu avisei. No caso de alguma catástrofe, vá reclamar pro bispo&#8230; <img src='http://multiversolinux.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Quero lembrar também que para fazer o particionamento do HD ou para redimensionar partições já existentes você pode usar o <strong>GParted</strong>, ou então o programa de particionamento de sua preferência. Eu particularmente recomendo que você tenha sempre a mão um <strong>Live CD</strong> (cd bootável) com ferramentas de particionamento, backup e recuperação de dados, pois você nunca sabe quando vai precisar. Eu uso sempre um Live CD chamado <strong>Gparted + Clonezilla</strong>&#8230; Além de possuir o <strong>GParted</strong>, que é um ótimo programa de particionamento, possui também o <strong>Clonezilla</strong>, que é uma ferramenta de backup que permite que você grave uma ou mais partições (ou até mesmo seu HD inteiro) em um arquivo-imagem compactado, para que você possa restaurar seu sistema exatamente como estava no momento do backup, em poucos minutos, sem precisar passar por nenhum processo de instalação. Pretendo escrever um artigo futuro sobre a utilização desse Live CD, porém ambos são programas bem simples e intuitivos. Para baixar a imagem do <a href="http://gparted.free.fr/GParted-Clonezilla/gparted-clonezilla-2.0.iso" title="GParted - Clonezilla" target="_blank">Live CD do Gparted + Clonezila clique aqui</a>. Existe também o <a href="http://www.ultimatebootcd.com/index.html" title="Ultimate BootCD" target="_blank">Ultimate BootCD</a> com ferramentas de teste de hardware, recuperação, backup e gerenciamento de HDs.</p>
<p>Quero lembrar também, aos usuários que utilizam Windows, que realizem uma desfragmentação do disco antes de redimensionar partições desse sistema para evitar o risco de perda de dados, pois o filesystem NTFS provoca grande fragmentação.</p>
<p>Caso você utilize Windows e pretenda mantê-lo em seu HD junto com o GNU/Linux, você pode utilizar o conhecido software de particionamento Partition Magic, a partir do próprio Windows, para redimensionar a partição do sistema e liberar espaço para a instalação do Linux. Num próximo artigo vou falar de maneira mais aprofundada sobre o MBR (Master Boot Record), setor inicial de todo HD que ocupa os primeiros 512 bytes do disco, que contém informações sobre a inicialização dos sistemas operacionais e informações sobre o esquema de particionamento. O artigo sobre MBR e grub será importante para que você entenda como funciona o gerenciador de boot e como manter dois ou mais sistemas operacionais funcionando em seu computador, selecionáveis durante o boot. Por enquanto vamos falar apenas do particionamento.</p>
<p>Bom, feitas as considerações, vamos à parte que realmente interessa. O particionamento de espaço livre do HD para a instalação do GNU/Linux&#8230;</p>
<p>A princípio, podemos instalar o sistema GNU/Linux dispondo de apenas 2 partições. Uma destinada a SWAP (você pode entender melhor o que é SWAP ou Memória Virtual  lendo meu artigo &#8220;<a href="http://multiversolinux.com/2007/07/07/introducao-entendendo-tecnicamente-o-gnulinux/" title="Entendendo tecnicamente o GNU/Linux" target="_blank">Entendendo tecnicamente o GNU/Linux</a>&#8220;) e outra destinada ao sistema operacional, instalando-o inteiro em uma única partição. Mas isso não é recomendável, e você vai entender o por que no decorrer desse artigo. Apesar de seu uma prática bastante comum, principalmente entre usuários iniciantes e instalações domésticas, instalar o GNU/Linux somente em duas partições, o sistema também pode ser instalado de forma com que determinados diretórios fiquem em partições separadas do disco, e até mesmo em outros computadores na rede (porém não vou abordar esse tipo de caso, pois é utilizado apenas no caso de necessidades mais específicas). Quero lembrar antes de mais nada, que <strong>devem</strong> ficar na mesma partição, o <strong>diretório raiz</strong> (<strong>/</strong>), <strong>/bin</strong>, <strong>/etc</strong>, <strong>/dev</strong>, <strong>/initrd</strong>, <strong>/lib</strong> e <strong>/sbin</strong>, e recomendo que fique também o <strong>/boot</strong>, já que são diretórios necessários no momento de inicialização do sistema, e que contém configurações e arquivos executáveis essenciais do sistema (entenda melhor o esquema de diretórios GNU/Linux no artigo sobre a <a href="http://multiversolinux.com/2007/07/13/estrutura-basica-de-diretorios-no-gnulinux/" title="Estrutura Básica de Diretórios no GNU/Linux" target="_blank">Estrutura básica de Diretórios</a>), e por isso, devem ser mantidos numa mesma partição, até mesmo para um momento de falha no sistema, em que serão utilizados para um procedimento de recuperação.</p>
<p>Podemos começar o esquema de partiocionamento agora com uma recomendação que é apropriada até mesmo para usuários que pretendem utilizar o computador pra atividades comuns (entenda-se utilização doméstica genérica - lêr emails, acessar a internet, escutar música, jogar, editar textos, etc&#8230;). No caso de você precisar, ou querer, instalar uma nova versão do GNU/Linux &#8220;do zero&#8221;, ou até mesmo no caso de um momento &#8220;putz&#8230; fodeu tudo!&#8221;, se você fizer a instalação do sistema operacional INTEIRO em uma mesma partição, ao formatá-la você irá perder tudo, até mesmo suas configurações pessoais, personalizações de área de trabalho, documentos, fotos, e-mails, etc&#8230; E nós sabemos que isso não é nada agradável, e também sabemos que a grande maioria dos usuários &#8220;comuns&#8221; não é muito chegada em fazer backups constantes de seus arquivos pra evitar esse tipo de catástrofe.</p>
<p>Pois bem, minha primeira recomendação é que você crie uma partição exclusiva para o mount-point (ponto de montagem) do diretório <strong>/home</strong></p>
<p>Conforme você já teve a oportunidade de ler no artigo &#8220;<a href="http://multiversolinux.com/2007/07/13/estrutura-basica-de-diretorios-no-gnulinux/" title="Estrutura básica de diretórios no GNU/Linux" target="_blank">Estrutura básica de diretórios no GNU/Linux</a>&#8220;, o diretório /home é o diretório que armazena todos os seus documentos e configurações pessoais. Portanto, se você tiver esse diretório em uma partição separada, você poderá formatar tranquilamente a partição principal (entenda-se partição onde está montado o diretório raiz (/)), e suas configurações e dados pessoais permanecerão preservados em sua partição individual. Basta que você indique na próxima instalação do GNU/Linux que você fizer, que o mountpoint (ponto de montagem) dessa partição é /home.</p>
<p>O diretório /tmp é outro que merece atenção no esquema de particionamento. Por ser um diretório utilizado pelo sistema para armazenar arquivos temporários com informações necessárias a execução de tarefas, é um diretório com uma pequena demanda de espaço, e suscetível a um eventual crescimento descontrolado de dados causado por mal funcionamento de algum programa &#8220;bugado&#8221; ou até mesmo por um usuário mal intencionado do sistema, e essa fragilidade pode ser devidamente corrigida, simplesmente fazendo com que o <strong>diretório /tmp fique em uma partição individual</strong>, com espaço pequeno, pois isso limitará sua quantidade de dados, impedindo que esse tipo de problema eventual provoque o consumo de espaço em áreas essenciais do sistema.</p>
<p>A mesma recomendação segue para o diretório <strong>/var</strong>, que também é suscetível ao crescimento descontrolado de dados que pode ocorrer em consequência, por exemplo, de um ataque ao servidor de emails (/var/spool/mail) ou servidor web (/var/www) da máquina. Por isso, recomendo que também o <strong>diretório /var fique em sua partição individual</strong>, com o espaço específico que você julgar necessário. Dessa forma, caso algum usuário do sistema começasse a receber muitas mensagens de SPAM por email, por exemplo, somente a partição individual do diretório /var teria seu espaço consumindo, garantindo a segurança do restante do sistema, e facilitando ao administrador do sistema (provavelmente você ;-)) uma solução rápida para resolver o problema.</p>
<p>Mesmo que um diretório já esteja em sua partição individual, você pode ainda, caso queira, deixar um subdiretório deste mesmo em uma outra partição individual. Exemplificando: Imagine que seu diretório /var já esteja em sua partição individual para garantir a segurança citada acima, e que você pretenda habilitar um webserver (apache2 por exemplo) em seu sistema, que permite que seus  usuários faça upload de arquivos&#8230; Você pode determinar que o subdiretório www (/var/www - diretório onde ficam por padrão os dados do webserver) fique em outra partição individual, garantindo assim que o espaço reservado ao webserver em questão fique limitado ao espaço da partição criada para armazená-lo.</p>
<p>Minha última recomendação (até porque agora você já deve ter entendido a lógica dos esquemas de particionamento e já é capaz de implementar medidas de segurança/funcionalidade específicas para sua utilização) é reservar uma partição individual com o tamanho que julgue necessário, no momento da instalação do Linux, para armazenar futuros backups importantes em um diretório específico para isso (/backup por exemplo). Isso complementa a primeira recomendação (de separar o /home) e vou exemplificar por que&#8230; Imagine que você vá instalar futuramente uma distribuição GNU/Linux, que utilize por padrão programas e arquivos de configuração pessoal diferentes ou incompatíveis com os da distribuição que você está instalando agora&#8230; Nesse caso, manter o mesmo diretório /home que você já está utilizando não seria totalmente eficaz, pois uma na migração para novos programas, alguns arquivos pessoais de configuração do diretório /home poderiam não ser mais utilizados. Nesse caso, você poderia jogar apenas os arquivos essencialmente necessários (tal como o xorg.conf por exemplo, que configura o servidor X para sua placa de vídeo e monitores, e outros que você certamente gostaria de poupar numa formatação para facilitar a instalação de um novo sistema Linux) para seu diretório de backup, e eles estariam ali preservados em sua partição indivudual enquanto você pode formatar todas as demais partições sem perder esses dados.</p>
<p>.</p>
<p>Conclusão: Foi demonstrada nesse artigo a importância de um esquema apropriado de particionamento para aumentar a segurança e funcionalidade de seu sistema. Recomendo que, para que você possa fazer seu próprio esquema de particionamento de maneira adequada, você pense bem na utilização que vai fazer do PC, pois só assim você vai poder dimensionar as partições de maneira apropriada, e separar tudo o que é necessário de forma mais inteligente.</p>
<p>Grande abraço a todos! Até a próxima&#8230;</p>
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		<itunes:subtitle>Este artigo eacute; destinado aos usuaacute;rios que pretendem instalar ou reinstalar o GNU/Linux fazendo um planejamento adequado de particionamento.

Um planejamento correto do esquema de particionamento ...</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Este artigo eacute; destinado aos usuaacute;rios que pretendem instalar ou reinstalar o GNU/Linux fazendo um planejamento adequado de particionamento.

Um planejamento correto do esquema de particionamento do seu HD (ou dos seus HDs) podem tornar seu sistema muito mais SEGURO, e ateacute; mesmo mais raacute;pido dependendo do tipo de utilizaccedil;atilde;o que seu sistema vai ter.

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O que eacute; particionamento:

Particionamento pode ser definido essencialmente como o ato de criar divisotilde;es loacute;gicas dentro de uma unidade fiacute;sica de armazenamento de dados. Eacute; dividir um dispositivo de armazenamento de dados de maneira que cada divisatilde;o loacute;gica criada seja reconhecida pelo sistema operacional como um dispositivo de armazenamento independente. O uso mais comum do particionamento de disco riacute;gido eacute; a instalaccedil;atilde;o simples de mais de um sistema operacional, de forma que cada sistema fique restrito agrave; sua particcedil;atilde;o, natilde;o misturando dados com o outro sistema e evitando possiacute;veis conflitos, e tambeacute;m para que cada sistema possa utilizar seu proacute;prio filesystem (entenda melhor o que eacute; filesystem no artigo Entendendo Tecnicamente o GNU/Linux). Tambeacute;m eacute; muito utilizado o particionamento para simplesmente separar, em um mesmo sistema, arquivos de sistema e arquivos de dados, de maneira que o sistema possa ser reinstalado sem a perda de dados como documentos, fotos, viacute;deos, muacute;sicas, etc... Iremos ver nesse artigo, que o GNU/Linux por ser um sistema extremamente completo e de estrutura amplamente flexiacute;vel, permite um adequado esquema de particionamento para garantir uma maior seguranccedil;a/funcionalidade do sistema.

Existem basicamente trecirc;s tipos de particcedil;otilde;es possiacute;veis para uma unidade de armazenamento: particcedil;otilde;es primaacute;rias, particcedil;otilde;es estendidas e particcedil;otilde;es loacute;gicas. Como o esquema inicial de particionamento de unidades de armazenamento dos PCs permitia apenas a criaccedil;atilde;o de quatro particcedil;otilde;es primaacute;rias em uma mesma unidade, surgiu a necessidade da utilizaccedil;atilde;o da particcedil;atilde;o estendida, que permite que sejam criadas ateacute; 255 particcedil;otilde;es loacute;gicas dentro dela, superando assim o limite maacute;ximo de quatro particcedil;otilde;es em uma mesma unidade de armazenamento, que existe quando utilizamos apenas particcedil;otilde;es primaacute;rias. As particcedil;otilde;es estendidas natilde;o podem ser utilizadas diretamente para a alocaccedil;atilde;o de dados... Eacute; necessaacute;rio que sejam criadas particcedil;otilde;es loacute;gicas dentro dela, e eacute; nas particcedil;otilde;es loacute;gicas que seratilde;o alocados os dados. Por isso as particcedil;otilde;es estendidas devem ser encaradas apenas como uma divisatilde;o primaacute;ria que armazena particcedil;otilde;es loacute;gicas dentro dela, e natilde;o como uma particcedil;atilde;o em que se escrevem dados diretamente. Cada unidade de armazenamento pode ter apenas UMA particcedil;atilde;o estendida, ou seja, o limite maacute;ximo de particcedil;otilde;es de um HD, por exemplo, eacute; de 3 particcedil;otilde;es primaacute;rias mais uma particcedil;atilde;o estendida (podendo esta conter seu limite maacute;ximo de particcedil;otilde;es loacute;gicas dentro dela)... ou seja, eacute; particcedil;atilde;o pra caralh@#$!%#38; rsrsrsrs ;-). Cada particcedil;atilde;o primaacute;ria ou loacute;gica, eacute; vista pelo sistema como uma unidade de armazenamento independente, e por isso, cada uma tem seu proacute;prio filesystem e permanece absolutamente sem conflitos com a outra.

Para falar sobre particionamento, primeiro quero esclarecer algumas coisas... LEMBRE-SE QUE qualquer alteraccedil;atilde;o indevida ao lidar com processo de particionamento pode levar vocecirc; a perder todos os dados que possa ter em seu HD, p...</itunes:summary>
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		<title>Estrutura básica de diretórios no GNU/Linux</title>
		<link>http://multiversolinux.com/2008/05/26/estrutura-basica-de-diretorios-no-gnulinux/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 May 2008 05:52:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gmazk</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Introdução]]></category>

		<category><![CDATA[Linux]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste tópico, vou falar um pouco sobre a estrutura básica de diretórios dos sistemas operacionais GNU/Linux.
Como você já sabe, um diretório é uma separação lógica dentro de um filesystem. Com o surgimento dos gerenciadores de janelas (window managers) como o Gnome, KDE e outros, muitos usuários passaram a chamar os diretórios de &#8220;pastas&#8221;, já que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste tópico, vou falar um pouco sobre a <strong>estrutura básica de diretórios</strong> dos sistemas operacionais GNU/Linux.</p>
<p>Como você já sabe, um <strong>diretório</strong> é uma separação lógica dentro de um filesystem. Com o surgimento dos gerenciadores de janelas (window managers) como o Gnome, KDE e outros, muitos usuários passaram a chamar os diretórios de &#8220;pastas&#8221;, já que os mesmos normalmente são representados por ícones de pastas (bem óbvio ;-)). Bom, chame como quiser. O importante é que você tenha em mente a importância fundamental de conhecer a estrutura básica de diretórios do sistema GNU/Linux, pra saber configurá-lo e utilizá-lo corretamente.</p>
<p>A estrutura primária (ou básica) de diretórios engloba <strong>todos os diretórios que estão diretamente ligados ao diretório raiz do sistema</strong>, ou seja, o diretório<strong> /</strong> , que é o ponto de origem de todos os subdiretórios do sistema.</p>
<p>Num próximo post, vou falar mais profundamente sobre a importância de um planejamento de particionamento correto para que o usuário possa configurar seu sistema para tipos específicos de utilização, otimizando seu desempenho, flexibilidade, organização e segurança. Para que você possa compreender esse tema, é muito importante que você já tenha uma noção da função e conteúdo de cada um dos <strong>diretórios básicos</strong> do sistema GNU/Linux.</p>
<p>As distribuições baseadas no Debian seguem basicamente a <strong>estrutura padrão de diretórios Unix</strong>, regulada pela norma <strong>FHS</strong> (<strong>Filesystem Hierarchy Standard</strong> - <a href="http://www.pathname.com/fhs" title="Filesystem Hierarchy Standard" target="_blank">http://www.pathname.com/fhs</a>), sendo que existe também uma adaptação específica para os sistemas operacionais GNU/Linux&#8230; a <strong>LFH</strong> (<strong>Linux Filesystem Hierarchy</strong> - <a href="http://tldp.org/LDP/Linux-Filesystem-Hierarchy/html/index.html" title="Linux Filesystem Hierarchy" target="_blank">http://tldp.org/LDP/Linux-Filesystem-Hierarchy/html/</a>) que não tem tanta atenção por parte dos desenvolvedores como a FHS em virtude do nível de padronização que a mesma atingiu.</p>
<p>Como sempre, chega de blá blá blá e vamos logo ao mais importante&#8230; <strong>Seguem abaixo os diretórios básicos do sistema GNU/Linux e a descrição de sua função/conteúdo</strong>:</p>
<p>.</p>
<p><strong>/bin</strong> - É o diretório onde ficam armazenados os arquivos executáveis que podem ser executados por qualquer usuário do sistema;</p>
<p>.</p>
<p><strong>/boot</strong> - É o diretório que contem a imagem do Kernel Linux e os arquivos de boot do sistema, bem como o gerenciador de boot que você usa em sua máquina. Esta pasta deve ser estudada com especial atenção, pois qualquer alteração feita indevidamente em seu conteúdo pode comprometer a inicialização do sistema. É dentro desse diretório que se localiza o grub (gerenciador de boot utilizado pela grande maioria dos usuários de distribuições GNU/Linux atuais);</p>
<p>.</p>
<p><strong>/cdrom</strong> - Não é propriamente um diretório, mas sim um link para o diretório /media/cdrom (ponto de montagem do dispositivo leitor de CD/DVD da máquina;</p>
<p>.</p>
<p><strong>/dev</strong> - É o diretório que contém os device drivers de que falei no segundo post do blog (introdução ao sistema GNU/Linux), ou seja, contém os arquivos que servem de ligação com os dispositivos de hardware da máquina;</p>
<p>.</p>
<p><strong>/etc</strong> - É o diretório que contém quase todos os arquivos de configuração do sistema operacional GNU/Linux.</p>
<p>.</p>
<p><strong>/home</strong> - Como o próprio nome já diz, é a &#8220;casa&#8221; do usuário dentro do sistema. Ou melhor, eu chamaria de condomínio dos usuários no sistema, já que dentro dele estão os subdiretórios individuais dos usuários do sistema, onde se encontram todas configurações e documentos pessoais de cada usuário. Ele é a base para os diretórios próprios de cada usuário. Se o seu nome de usuário no sistema é abigobaldo, por exemplo, seu diretório pessoal é /home/abigobaldo . Cabe ressaltar que ao logar-se no sistema, você pode acessar seu diretório pessoal no terminal simplesmente com o comando cd ~  , já que o sistema interpreta o ~ (tio) como /home/seudiretóriopessoal;</p>
<p>.</p>
<p><strong>/initrd</strong> - Este diretório é utilizado pelo Kernel Linux durante o boot como um HD virtual criado na memória RAM da máquina (um RAM disk);</p>
<p>.</p>
<p><strong>/lib</strong> - Neste diretório estão os módulos e libraries (bibliotecas) do Kernel Linux utilizadas durante o boot do sistema e também utilizadas por arquivos executáveis do sistema após o boot.</p>
<p>.</p>
<p><strong>/lost+found</strong> - Este diretório pode não estar presente na sua máquina se você procurar por ele agora, e isso é um bom sinal. Esse diretório é criado apenas quando sistemas que utilizam filesystems jornalados (leia mais a respeito no post de Introdução ao sistema GNU/Linux) tem que fazer uma recuperação de filesystem após um problema (normalmente desligamento abrupto da máquina por queda de energia). É nesse diretório que são colocados os arquivos que puderam ser encontrados e recuperados após um problema com o filesystem, porém, eles são colocados lá sem seu nome original, que possuíam antes da falha.</p>
<p>.</p>
<p><strong>/media</strong> - É o diretório base de todos os mount-points (pontos de montagem) de mídias removíveis do sistema, tais como disquetes, HDs USB portáteis, Pendrives e CDs;</p>
<p>.</p>
<p><strong>/mnt</strong> - É um outro diretório base de pontos de montagem, porém para este existe a convenção de se montar dispositivos fixos da máquina nele, como seu HD interno, por exemplo. Mas nada impede que você monte uma mídia removível ou até mesmo um diretório qualquer de outra máquina da sua rede local neste diretório;</p>
<p>.</p>
<p><strong>/opt</strong> - Se verificar o conteúdo deste diretório, MUITO provavelmente ele estará vazio. A idéia inicial deste diretório era armazenar programas que não fizessem parte da distribuição GNU/Linux instalada em seu sistema, porém, esse método de separação quase não é utilizado;</p>
<p>.</p>
<p><strong>/proc</strong> - Não é bem um diretório. Trata-se de um filesystem virtual, cheio de arquivos virtuais, que na verdade são apenas referências dinâmicas dos procedures (procedimentos) do Kernel Linux, que são alteradas constantemente durante a utilização do sistema;</p>
<p>.</p>
<p><strong>/root</strong> - O diretório do mandachuva&#8230; do big boss do sistema. Esse é o diretório do superusuário do sistema (pode chamar de administrador se quiser). O único usuário do sistema com permissão para realizar qualquer modificação no sistema. Aí você me pergunta: &#8220;Mas gmazk, se é uma pasta de usuário, porque não está dentro de /home ?&#8221;. E eu explico: conforme você vai ver na minha próxima publicação (a respeito de planejamento do particionamento da maquina e instalação do sistema), é conveniente durante a instalação do sistema, determinar que o diretório /home seja montado em uma partição separada da partição principal (onde estão os demais diretórios do sistema). Se o diretório root estivesse nessa partição separada (dentro de /home) e ocorresse com essa partição, o que costumo chamar de um &#8220;momento PUTZ&#8230; FODEU!&#8221;, a pasta /root também estaria inacessível, e como você já sabe, certas coisas só podem ser feitas no sistema pelo usuário root&#8230; Então você não poderia, por exemplo, inicializar o sistema para realizar uma recuperação nessa partição;</p>
<p>.</p>
<p><strong>/sbin</strong> - O nome vem de System BINnaries. Este diretório, assim como o /bin, armazena arquivos executáveis, porém nele ficam os executáveis relacionados com a manutenção e administração do sistema, sendo que a grande maioria deles só podem ser executados pelo superusuário (root), salvos alguns casos, como o ifconfig, por exemplo, que pode ser executado por outros usuários, porém com a especificação completa de localização (ou seja, incluindo o endereço completo - /sbin/ifconfig) já que nas variáveis de PATH (variável que indica ao sistema onde procurar por arquivos cujos endereços completos não são especificados pelo usuário no momento da execução do comando) dos usuários comuns não estão os diretórios /sbin e /usr/sbin;</p>
<p>.</p>
<p><strong>/srv</strong> - É um diretório que sofre do mesmo problema de esquecimento e solidão que o diretório opt, pois não é utilizado nunca&#8230; A idéia inicial era usá-lo para armazenar dados que seriam disponibilizados por qualquer programa servidor que você utilizasse no sistema, mas foi outra idéia que &#8220;não pegou&#8221;;</p>
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<p><strong>/sys</strong> - O nome vem do sysfs (sys filesystem). É o diretório usado pelo Kernel Linux para manter dados atualizados sobre os dispositivos de hardware da máquina (não confunda, não é a mesma coisa que /dev, já que no /dev estão arquivos que servem de ligação com os dispositivos, e não informações sobre eles);</p>
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<p><strong>/tmp</strong> - É um diretório utilizado pelo sistema para armazenar informações temporárias, que são apagadas quando você reinicia o sistema. Portanto, não arrisque colocar sua pasta de documentos profissionais ai dentro <img src='http://multiversolinux.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> ;</p>
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<p><strong>/usr</strong> - É o diretório que armazena todos os dados &#8220;não críticos&#8221; (entenda-se não essenciais para o funcionamento da base do sistema) do sistema operacional. Ele também contem arquivos executáveis nos subdiretórios /usr/bin e /usr/sbin, porém, não são arquivos necessários para uma inicialização mínima do sistema num momento &#8220;putz&#8230; fodeu!&#8221;, e por isso, podem ser armazenados nestes diretórios. O termo usr não vem de users como muitos pensam, mas sim de Unix Shared Resources (Recursos Compartilhados Unix);</p>
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<p><strong>/var</strong> - Este diretório armazena os dados VARiáveis do sistema (não confunda com dados temporários do /tmp pois estes não são apagados a cada inicialização do sistema). Dentro deste diretório estão todos os logs do sistema (no subdiretório /var/log), assim como o spool de impressoras do sistema. Caso você tenha um WebServer ou um MailServer ativo em seu sistema, é dentro do diretório /var que vão ficar os dados acessíveis. Por exemplo, se você instalar o servidor web Apache2, as páginas que serão disponibilizadas (servidas) pelo programa estarão em /var/www.</p>
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<p>Pronto&#8230; Agora você já conhece toda a estrutura básica de diretórios do sistema operacional GNU/Linux, e já deve estar bem mais familiarizado com o sistema. Cabe ressaltar que dos diretórios mencionados, os seguintes são utilizados diretamente durante o boot do sistema, e por isso tem que estar &#8220;íntegros&#8221;:</p>
<p><strong>bin</strong>, <strong>boot</strong>, <strong>dev</strong>, <strong>etc</strong>, <strong>initrd</strong>, <strong>lib</strong>, <strong>proc</strong>, <strong>root</strong>, <strong>sbin</strong></p>
<p>Portanto não permita nunca que ocorra um momento &#8220;putz&#8230; fodeu!&#8221; com nenhum desses diretórios, pois se ocorrer, você vai enfrentar na verdade um momento &#8220;PUTZ&#8230; fodeu MESMO!!!&#8221;.</p>
<p>Espero ter esclarecido mais um pouco sobre nosso fantástico sistema operacional para os usuários iniciantes do mundo Linux. Pretendo fazer minhas próximas publicações falando de particionamento, planejamento de instalação, e também um post exclusivo sobre boot e seus intermináveis problemas para o iniciante (e até mesmo para o usuário experiente).</p>
<p>Até logo!</p>
<p>Grande abraço a todos!</p>
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Como vocecirc; jaacute; sabe, um diretoacute;rio eacute; uma separaccedil;atilde;o loacute;gica ...</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Neste toacute;pico, vou falar um pouco sobre a estrutura baacute;sica de diretoacute;rios dos sistemas operacionais GNU/Linux.

Como vocecirc; jaacute; sabe, um diretoacute;rio eacute; uma separaccedil;atilde;o loacute;gica dentro de um filesystem. Com o surgimento dos gerenciadores de janelas (window managers) como o Gnome, KDE e outros, muitos usuaacute;rios passaram a chamar os diretoacute;rios de "pastas", jaacute; que os mesmos normalmente satilde;o representados por iacute;cones de pastas (bem oacute;bvio ;-)). Bom, chame como quiser. O importante eacute; que vocecirc; tenha em mente a importacirc;ncia fundamental de conhecer a estrutura baacute;sica de diretoacute;rios do sistema GNU/Linux, pra saber configuraacute;-lo e utilizaacute;-lo corretamente.

A estrutura primaacute;ria (ou baacute;sica) de diretoacute;rios engloba todos os diretoacute;rios que estatilde;o diretamente ligados ao diretoacute;rio raiz do sistema, ou seja, o diretoacute;rio / , que eacute; o ponto de origem de todos os subdiretoacute;rios do sistema.

Num proacute;ximo post, vou falar mais profundamente sobre a importacirc;ncia de um planejamento de particionamento correto para que o usuaacute;rio possa configurar seu sistema para tipos especiacute;ficos de utilizaccedil;atilde;o, otimizando seu desempenho, flexibilidade, organizaccedil;atilde;o e seguranccedil;a. Para que vocecirc; possa compreender esse tema, eacute; muito importante que vocecirc; jaacute; tenha uma noccedil;atilde;o da funccedil;atilde;o e conteuacute;do de cada um dos diretoacute;rios baacute;sicos do sistema GNU/Linux.

As distribuiccedil;otilde;es baseadas no Debian seguem basicamente a estrutura padratilde;o de diretoacute;rios Unix, regulada pela norma FHS (Filesystem Hierarchy Standard - http://www.pathname.com/fhs), sendo que existe tambeacute;m uma adaptaccedil;atilde;o especiacute;fica para os sistemas operacionais GNU/Linux... a LFH (Linux Filesystem Hierarchy - http://tldp.org/LDP/Linux-Filesystem-Hierarchy/html/) que natilde;o tem tanta atenccedil;atilde;o por parte dos desenvolvedores como a FHS em virtude do niacute;vel de padronizaccedil;atilde;o que a mesma atingiu.

Como sempre, chega de blaacute; blaacute; blaacute; e vamos logo ao mais importante... Seguem abaixo os diretoacute;rios baacute;sicos do sistema GNU/Linux e a descriccedil;atilde;o de sua funccedil;atilde;o/conteuacute;do:

.

/bin - Eacute; o diretoacute;rio onde ficam armazenados os arquivos executaacute;veis que podem ser executados por qualquer usuaacute;rio do sistema;

.

/boot - Eacute; o diretoacute;rio que contem a imagem do Kernel Linux e os arquivos de boot do sistema, bem como o gerenciador de boot que vocecirc; usa em sua maacute;quina. Esta pasta deve ser estudada com especial atenccedil;atilde;o, pois qualquer alteraccedil;atilde;o feita indevidamente em seu conteuacute;do pode comprometer a inicializaccedil;atilde;o do sistema. Eacute; dentro desse diretoacute;rio que se localiza o grub (gerenciador de boot utilizado pela grande maioria dos usuaacute;rios de distribuiccedil;otilde;es GNU/Linux atuais);

.

/cdrom - Natilde;o eacute; propriamente um diretoacute;rio, mas sim um link para o diretoacute;rio /media/cdrom (ponto de montagem do dispositivo leitor de CD/DVD da maacute;quina;

.

/dev - Eacute; o diretoacute;rio que conteacute;m os device drivers de que falei no segundo post do blog (introduccedil;atilde;o ao sistema GNU/Linux), ou seja, conteacute;m os arquivos que servem de ligaccedil;atilde;o com os dispositivos de hardware da maacute;quina;

.

/etc - Eacute; o diretoacute;rio que conteacute;m quase todos os arquivos de configuraccedil;atilde;o do sistema operacional GNU/Linux.

.

/home - Como o proacute;prio nome jaacute; diz, eacute; a "casa" do usuaacute;rio dentro do sistema. Ou melhor, eu chamaria de condomiacute;nio dos usuaacute;rios no sistema, jaacute; que dentro dele estatilde;o os subdiretoacute;rios individuais dos usuaac...</itunes:summary>
		<itunes:keywords>Introduccedil;atilde;o,,Linux</itunes:keywords>
		<itunes:author>gmazk@multiversolinux.com</itunes:author>
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		<title>Entendendo tecnicamente o GNU/Linux.</title>
		<link>http://multiversolinux.com/2008/05/19/introducao-entendendo-tecnicamente-o-gnulinux/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 May 2008 04:04:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gmazk</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Introdução]]></category>

		<category><![CDATA[Linux]]></category>

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		<description><![CDATA[Continuando a parte de contextualização, pretendo com este post passar alguns conceitos técnicos introdutórios sobre os sistemas operacionais GNU/Linux.
Vou abordar neste tópico os seguintes temas:
- características e estrutura básica do sistema;
- características e modo de funcionamento do Kernel;
- filesystems (sistemas de arquivos);
- outros aspectos importantes para o usuário iniciante ou que desconhece o mundo Linux, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Continuando a parte de contextualização, pretendo com este post passar alguns conceitos técnicos introdutórios sobre os sistemas operacionais GNU/Linux.</p>
<p>Vou abordar neste tópico os seguintes temas:</p>
<p>- características e estrutura básica do sistema;</p>
<p>- características e modo de funcionamento do Kernel;</p>
<p>- filesystems (sistemas de arquivos);</p>
<p>- outros aspectos importantes para o usuário iniciante ou que desconhece o mundo Linux, e até mesmo usuários já experientes que iniciaram sua utilização do GNU/Linux com foco em aspectos específicos do sistema e ainda não tiveram a oportunidade de vislumbrá-lo como um todo.</p>
<p>Um de meus objetivos com este website é desmistificar um pouco o mundo Linux, ainda visto 